Sábado – Pense por si

Carlos Torres
Carlos Torres Editor Executivo
09 de março de 2022 às 18:00

Guerra chega à informação

A diretora da SÁBADO conta o drama dos refugiados que fogem da Ucrânia (e como foi “quase presa” em Lviv). Os efeitos da guerra também já se fazem sentir em Portugal, com muitas pessoas a dormir mal, ansiosas e a chorar ao ver as imagens de destruição.

A diretora daSÁBADOesteve em reportagem em Lviv. A cidade ucraniana, perto da fronteira com a Polónia, ainda não foi alvo das bombas russas, mas já se nota grande tensão, com as autoridades a vigiar todos os estrangeiros, incluindo os jornalistas. Sandra Felgueiras conta que foi "quase presa" junto à reserva militar, o local onde se registam os civis que vão combater: "Tive de apagar as fotos e vídeos que fiz na zona, porque consideram que essa informação pode cair nas mãos dos serviços secretos russos, e receia-se que surjam ataques a zonas onde há civis a alistarem-se. Acreditam que a guerra vai durar, no mínimo, seis meses."

d.r.

A guerra já afeta os portugueses

Com a guerra sem fim à vista, a SÁBADO dedica mais de 30 páginas ao conflito. O jornalista João Carlos Barradas traça o perfil do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, visto como um herói no Ocidente; os repórteres Raquel Lito e Marco Alves foram descobrir a vida dos russos em Portugal (os investimentos, os locais preferidos); e a subeditora Vanda Marques entrevistou a cientista política Gulnaz Sharafutdinova. A professora russa, a viver fora do país há mais de 20 anos (nos EUA e Inglaterra), passa as férias de verão na Rússia. A sua família admira Putin, mas ela considera que o Presidente e as elites que o apoiam têm de ser julgadas, tal como aconteceu com os nazis em Nuremberga.

A guerra na Ucrânia acontece a mais de 3 mil km de Portugal, mas nem por isso os portugueses estão descansados. Como constatou Sónia Bento, muitos não conseguem desligar daquela realidade e veem de forma compulsiva tudo o que se passa na TV ou no telemóvel. A jornalista revela as histórias de seis pessoas: há quem ande demasiado ansioso, quem durma mal e quem chore a ver as imagens. Alguns tentam combater a angústia tornando-se pró-ativos e envolvendo-se em campanhas de ajuda aos refugiados.

João Cortesão

A vida faustosa de Boaventura

A declaração de insolvência, em 2014, não travou a exibição pública de uma vida faustosa de César Boaventura. Só entre janeiro e junho de 2020, o agente de futebolistas registou 61 mil euros no portal e-Fatura com a aquisição de bens, alguns dos quais revelados nas suas redes sociais. Este e outros pormenores levaram a Polícia Judiciária e a Autoridade Tributária a investigarem o empresário, com ligações a Luís Filipe Vieira e ao Benfica. O grande repórter Carlos Rodrigues Lima conta os pormenores da Operação Malapata, que em dezembro de 2021 conduziu Boaventura à prisão domiciliária.

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