Sábado – Pense por si

Nuno Tiago Pinto
Nuno Tiago Pinto
24 de fevereiro de 2021 às 17:00

Bastidores: Meu caro Salazar

Capa da Sábado Edição 5 a 11 de maio
Leia a revista
Em versão ePaper
Ler agora
Edição de 5 a 11 de maio

Contamos a história da relação entre Filipa de Bragança e António Oliveira Salazar, revelamos as ligações socialistas no ISCTE e damos rostos a alguns dos muitos negócios que encerraram durante a pandemia

Quando há alguns meses esteve na Torre do Tombo a consultar a correspondência particular de António Oliveira Salazar, para o artigo que fez a capa da edição de 18 de novembro sobre "A rede de cunhas e favores de Oliveira Salazar", o repórter Marco Alves reparou na pasta de Filipa de Bragança, tia de D. Duarte Pio. Saltou-lhe à vista, sobretudo, o tom das suas palavras que revelavam uma proximidade e uma intimidade surpreendentes. Ao longo das semanas seguintes o jornalista falou com historiadores e familiares para tentar perceber o que se passou entre os dois já que após a morte do ditador, em julho de 1970, Filipa de Bragança terá tentado reaver as cartas que lhe enviou durante anos.

Um mundo opaco

Ao longo dos últimos oito meses, o jornalista Bruno Faria Lopes já publicou vários trabalhos sobre o universo pouco escrutinado das universidades portugueses. Esta semana volta ao assunto para revelar o circuito fechado e as ligações cruzadas entre o ISCTE, a reitora Maria de Lurdes Rodrigues e várias pessoas na órbita do Partido Socialista.

Portas fechadas

Basta um simples passeio pelas ruas das cidades portuguesas para se perceber as consequências económicas do confinamento: lojas outrora cheias de produtos e clientes estão vazias e encerradas. Por trás de cada uma delas há um empresário, um rosto. Mas com tudo fechado, o jornalista Marco Alves teve de recorrer às associações, confederações e redes sociais para encontrar aqueles que, como Adelaide Monteiro, cujo antiquário não resistiu a mais um confinamento, aceitaram contar a sua história.

Amor virtual (e falso)

Enquanto participava num jantar digital de aniversário, a editora Ângela Marques resolveu anunciar que andava a receber mensagens amorosas de Cláudia Vieira. Depois mostrou-as. Entre a confusão e o espanto de quem a ouvia lá explicou que na verdade se tinha inscrito na peça de teatro audiovisual "Amor de Quarentena" em que quatro atores à escolha enviavam mensagens amorosas como se de um namoro antigo se tratasse. Pode ler como correu a experiência a partir da pág. 64.

Boa semana.

Mais crónicas do autor
05 de maio de 2026 às 23:00

A fuga da família real para o Brasil

A impressionante operação foi concretizada em três dias e permitiu levar a família real e a corte para o Brasil (no total, nos mais de 40 navios seguiram 15 mil pessoas), para escapar às tropas de Napoleão. E ainda: como ganhar dinheiro com o seu prédio; a primeira reserva natural privada; e um futebolista com uma vida frenética

28 de abril de 2026 às 23:00

Os ratos que ajudam a tratar a dor

As novas terapias para a dor crónica puseram uma jornalista da SÁBADO a mexer em animais; no café de Joana Mortágua houve opositores políticos a brindar ao seu sucesso; e o cheiro da Lisboa romana pode fazer lembrar peixe em mau estado.

21 de abril de 2026 às 23:00

Os novos herdeiros

Como é preparada a sucessão nas maiores empresas do País? E ainda: os riscos do TikTok para crianças e adolescentes; aprender a sobreviver em situações de catástrofe.

14 de abril de 2026 às 23:00

O negócio que abalou o Benfica

A saída de Luís Mendes da vice-presidência do Benfica, em 2024, deveu-se a um negócio imobiliário de Rui Costa? E ainda: o apagão foi há um ano, mas continua (quase) tudo na mesma; realizar os últimos desejos aos doentes; nos bastidores do Oceanário.

07 de abril de 2026 às 23:00

Proteger o seu dinheiro da crise

O ex-ministro pessimista com a guerra - que infelizmente tinha razão; a difícil missão de conseguir faturas de refeições da câmara de Matosinhos; e a atriz em busca de fotografias perdidas do seu passado

Mostrar mais crónicas