Israel e EUA lançaram sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", que acabou por vitimar o Líder Supremo.
O Hamas condenou este domingo o “crime hediondo” do ataque que matou o ayatollah Ali Khamenei, 86 anos, guia supremo iraniano e apoiante do movimento islamita palestiniano, enquanto o Hezbollah prometeu enfrentar a agressão israelita e norte-americana (siga aqui tudo sobre os ataques, ao minuto)
Ali Khamenei morreu num ataque israelitaAP
“Nós, no seio do Hamas, lamentamos o desaparecimento do ayatollah Ali Khamenei. Os Estados Unidos e o governo da ocupação fascista [Israel] assumem inteira responsabilidade por esta agressão flagrante e por este crime odioso contra a soberania da República Islâmica do Irão, bem como pelas suas graves repercussões na segurança e na estabilidade da região”, indica um comunicado do movimento.
O Hamas, condenando a “traiçoeira e brutal agressão sionista-americana”, pediu que sejam tomadas “medidas urgentes” a nível internacional para pôr fim aos “crimes” dos Estados Unidos e de Israel na região.
O grupo armado Jihad Islâmica, aliado do Hamas durante os dois anos de guerra com Israel na Faixa de Gaza, classificou a morte de Ali Khamenei como um “crime de guerra” cometido pelos Estados Unidos e por Israel numa “ataque traiçoeiro e mal-intencionado”.
Já o Hezbollah garantiu hoje que vai “enfrentar a agressão” norte-americana e israelita a Khamenei, afirmou, num comunicado, Naim Qassem, líder do movimento libanês pró-iraniano.
“Cumpriremos o nosso dever enfrentando a agressão”, assegurou o chefe do Hezbollah no comunicado, acrescentando: “quaisquer que sejam os sacrifícios, não abandonaremos […] o campo da resistência”.
O Hezbollah ainda não tinha reagido desde o início da vasta ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.
Também os Huthis, no poder no Iémen e aliados do Hamas, lamentaram hoje o “assassínio” de Khamenei, uma figura política e religiosa que classificaram como mártir e cujo legado, afirmaram, inspirará “uma resistência contínua contra os Estados Unidos e Israel”.
“Com profundo pesar e dor, o Conselho Político Supremo recebeu a notícia do martírio do líder da Revolução Islâmica no Irão. Travou uma longa luta de jihad [guerra santa] contra os inimigos da nação islâmica, os sionistas e os norte-americanos, e concluiu a sua vida com o martírio às mãos dos inimigos de Deus e assassinos de profetas”, declarou o Conselho Político Supremo dos huthis.
Os huthis descreveram o ataque como um “crime atroz” e uma “violação flagrante de todas as leis e normas internacionais”.
“Isto representa a continuação da agressão injusta contra a nação islâmica e os seus lugares sagrados. Ao mesmo tempo, afirma que o sangue dos mártires não será em vão e que a vontade revolucionária encarnada pelo mártir continuará a ser uma chama que guiará a nação. O martírio de Ali Khamenei aumentará a força e a determinação do povo iraniano, e o caminho da jihad e da defesa da verdade prosseguirá sem recuo”, acrescentaram.
Durante a guerra entre Israel e o Hamas, os huthis – um dos principais aliados do Irão na região – lançaram mísseis e ‘drones’ contra Israel e atacaram repetidamente navios comerciais em rotas marítimas estratégicas, como o mar Vermelho e o estreito de Bab el-Mandeb, alegando que as ações visavam apoiar os palestinianos em Gaza.
A carregar o vídeo ...
Aeroporto Internacional do Dubai atingido por ataque iraniano
No entanto, o grupo alcançou um acordo com os Estados Unidos para suspender os ataques à navegação, após uma ofensiva de bombardeamentos impulsionada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, e desde então tem mantido um perfil discreto.
Nem no comunicado divulgado hoje, nem no emitido no sábado a condenar os ataques contra o Irão, os huthis indicaram se irão retomar ações no mar Vermelho ou intensificar a pressão militar.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visou “eliminar ameaças iminentes” do Irão, enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.
Hoje de madrugada, um apresentador da televisão estatal iraniana anunciou, em lágrimas, a morte do 'ayatolah' que estava no poder há 36 anos.
O Irão, entretanto, decretou um período de luto de 40 dias, bem como sete dias feriados, pela morte de Khamenei.
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Para poder votar newste inquérito deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.