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Cessar-fogo não chega ao Líbano. ONU, França e Reino Unido revelam preocupação

Renata Lima Lobo , Lusa 09 de abril de 2026 às 08:44

Apesar do cessar-fogo acordado entre Irão e EUA, Israel continua a atacar o Líbano. Só esta quarta-feira morreram 182 pessoas, dizem autoridades libanesas.

O Governo israelita entendeu não dar trégua ao Líbano, mesmo após os Estados Unidos e o Irão terem acordado suspender as hostilidades durante duas semanas. António Guterres, secretário-geral da ONU, considera que os ataques israelitas representam um "grave perigo" para o cessar-fogo. Ministros dos Negócios Estrangeiros de França (MNE) e Reino Unido também condenam posição israelita.

Avistado fumo após um ataque aéreo israelita contra um prédio em Beirute, Líbano. Foto AP/Hassan Ammar

"A continuação da atividade militar no Líbano representa um grave perigo para o cessar-fogo e para os esforços em prol de uma paz duradoura e geral na região", afirmou, num comunicado, o porta-voz de António Guterres.

No mesmo sentido, a ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, Yvette Cooper, defendeu esta quinta-feira o alargamento do cessar-fogo ao Líbano. Em declarações à Sky News, demonstrou preocupação face aos recentes bombardeamentos de Israel, destacando "as consequências humanitárias destes atos, incluindo a deslocação em massa de pessoas no Líbano". Segundo as autoridades libanesas, os ataques israelitas de quarta-feira fizeram 182 mortos e feriram mais de mil pessoas, levando o Governo do Líbano a decretar luto nacional.

O seu homólogo francês, Jean-Noel Barrot, considera que os atasques israelitas são "intoleráveis", estendendo a sua solidariedade a Beirute. Por outro lado, Barrot disse que a introdução de um sistema de portagens no Estreito de Ormuz, uma das condições apresentadas pelo Irão seria "inaceitável", sublinhando que a medida anunciada por Teerão sobre a via marítima pode violar o direito internacional.

Entretanto, Donald Trump, afirmou que o acordo de cessar-fogo entre Irão e Estados Unidos não se aplica ao Líbano, embora o Paquistão, país mediador, tenha reiterado que o acordo engloba o território libanês.

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