Presidente dos Estados Unidos continua a cruzada contra a imprensa que não lhe é favorável.
Donald Trump não escondeu a fúria depois de o correspondente do New York Times na Casa Branca ter questionado a saúde mental do presidente dos Estados Unidos. "Não têm vergonha? Não têm sentido de decência?", questionou na sua rede social 'Truth Social'.
Donald Trump, presidente dos EUAAP
Peter Baker, um jornalista veterano, levantou dúvidas sobre a condição mental de Trump, em função do seu "comportamento errático e comentários extremos", e o presidente, que já se considerou "um génio muito equilibrado", 'atirou-se', uma vez mais, à política editorial do jornal.
"Para aquelas pessoas que ainda leem o falido New York Times e que, apesar de o Irão ter sido totalmente aniquilado, militarmente e em todos os outros aspetos, pensam que o Irão está realmente a ganhar ou, no mínimo, a sair-se muito bem, fiquem a saber que isso não é verdade e o New York Times sabe que isso são notícias falsas! Quando é que este jornal corrupto vai pedir desculpas pelas suas mentiras e ações horríveis contra mim, os meus apoiantes e o próprio país?", escreveu Trump na sua rede social Truth Social.
Noutra quezília de Trump com a imprensa norte-americana, um juiz norte-americano rejeitou, entretanto, um processo levado a cabo pelo presidente contra o editor do Wall Street Journal, visando uma reportagem sobre as ligações de Trump ao pedófilo Jeffrey Epstein.
O republicado pedia uma indemnização de 10 mil milhões de dólares (cerca de 8,5 mil milhões de euros), alegando que foi difamado pelo jornal a 17 de julho do ano passado, quando foi revelado que o seu nome estava num "livro de aniversário" oferecido a Epstein em 2003, no qual Trump teria incluído o desenho do corpo de uma mulher.
O juiz Darrin Gayles explicou que Trump "não chegou nem perto" de demonstrar que o jornal agiu com dolo específico, um requisito necessário em casos de difamação no país.
O advogado do presidente garantiu à BBC que vai recorrer da decisão. "O presidente vai continuar a responsabilizar aqueles que disseminam notícias falsas para enganar o povo norte-americano", garantiu o representante de Trump.
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