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Sobe para 39 o número de mortos em acidente ferroviário em Espanha

Lusa 19 de janeiro de 2026 às 08:24
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Um total de 73 pessoas continuam internadas, 24 das quais em estado grave, e entre estas quatro menores.

Um total de 39 pessoas morreram no acidente ferroviário de Ademuz (Córdova), no sul de Espanha, segundo fontes da investigação consultadas pela agência EFE.

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Um total de 73 pessoas continuam internadas, 24 das quais em estado grave, e entre estas quatro menores.

O protocolo nacional de atuação em eventos com múltiplas vítimas está a ser aplicado no Instituto de Medicina Legal de Córdova.

A este protocolo vão juntar-se especialistas do Serviço de Criminalística da Guarda Civil, encarregados de identificar as vítimas mortais do acidente, tanto por impressões digitais como por ADN, avançou a agência de notícias espanhola.

Um comboio da companhia Iryo, que tinha partido de Málaga às 18:40 de domingo com destino a Puerta de Atocha com 317 pessoas a bordo, descarrilou os seus três últimos vagões às 19:39 locais, mais uma hora do que em Lisboa, e invadiu a via contígua, pela qual circulava, nesse mesmo momento, outro comboio da Renfe com destino a Huelva, que também descarrilou.

Os vagões do Iryo colidiram com os dois primeiros vagões do comboio da Renfe, que foram projetados e caíram por um aterro de cerca de quatro metros.

O Governo de Espanha começou por confirmar a existência de, pelo menos, 21 mortos e 30 feridos graves no acidente ferroviário de domingo à noite no município de Adamuz, Córdova, na região da Andaluzia, no sul do país, mas admitiu que o número de vítimas mortais pode ser maior.

Mais tarde, o presidente da Junta da Andaluzia, Juanma Moreno, anunciou que um total de 75 pessoas tinham sido hospitalizadas, 15 das quais em estado grave.

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Numa conferência ao início da madrugada de hoje, o ministro espanhol dos Transportes, Óscar Puente, disse não ter uma explicação para o acidente, que envolveu dois comboios de alta velocidade, e que será necessário esperar pelo resultado de uma investigação, a cargo de uma comissão especializada e competente para estes casos.

Óscar Puente qualificou o acidente, "numa reta", como "tremendamente estranho", revelando que a via foi totalmente renovada recentemente, em trabalhos que terminaram em maio passado, e que também o comboio que descarrilou inicialmente era "praticamente novo" e tem cerca de quatro anos.

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