Alegação é descrita por dois jornalistas do New York Times num livro intitulado 'Regime Change', que será publicado na próxima terça-feira.
O secretário de Estado do Tesouro dos Estados Unidos terá aconselhado Donald Trump a não receber Volodymyr Zelensky na Sala Oval em fevereiro do ano passado, descrevendo o presidente da Ucrânia com termos ofensivos. A alegação é descrita pelos jornalistas do New York Times, Maggie Haberman e Jonathan Swan, num livro intitulado Regime Change, que será publicado na próxima terça-feira mas ao qual o The Guardian já teve acesso.
Zelensky, Trump e JD Vance na Sala Oval da Casa Branca em fevereiro do ano passadoAP
Scott Bessent ter-se-á referido a Zelensky como "Mr. Bean sob efeito de crack", "uma criança com necessidades especiais" e "pequeno imbecil". O secretário de Estado também terá feito comentários depreciativos em conversas com assessores, expressando fortes reservas sobre a condução das negociações com Kiev a respeito do acordo de mineração.
O encontro aconteceu a 28 de fevereiro de 2025 e ficou marcado por situações embaraçosas, com Trump e DJ Vance a criticarem Zelensky por não se mostrar grato pela ajuda norte-americana que recebeu e por não se apresentar no encontro com o presidente norte-americano de fato.
No livro os dois jornalistas escrevem que “vários assessores de Trump estavam preocupados” que Zelensky não aceitasse selar o acordo de mineração elaborado por Bessent. "Bessent tinha recomendado fortemente a Trump que nem sequer permitisse a entrada de Zelensky na Casa Branca antes de assinar".
"Eu lidei com esse pirralho", costumava Bessent dizer a seus assesores sobre o líder ucraniano, de acordo com o livro. "Ele é ardiloso. É como uma criança com necessidades especiais para os europeus. E está a agir como o Mr. Bean sob efeito de crack.'"
Zelensky compareceu e Bessent estava na sala quando JD Vance repreendeu o visitante. "Os presentes puderam ver que JD Vance estava a ficar cada vez mais vermelho", escrevem Haberman e Swan, à medida que a insistência de Zelensky em pressionar por garantias de segurança "começou a soar como impertinência e ingratidão".
E Zelensky saiu da casa Branca sem assinar o tal acordo.
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