Kremlin diz que tensão no sudeste da Ucrânia parece "potencialmente muito perigosa" e vai realizar testes militares amanhã com a supervisão de Putin. Ministro da Defesa ucraniano estima que risco de um conflito em larga escala é "baixo".
O Kremlin disse esta sexta-feira que a Rússia está "alarmada" pela situação no este da região de Donbass, na Ucrânia, e que a situação parece "potencialmente muito perigosa", rejeitando a ideia de que os exercícios militares possam inflamar as tensões com o Ocidente e esclarecendo que estes foram treinos de rotina transparentes.
Tanques russos a recuarem para os seus locais na terça-feiraReuters
A Rússia tinha anunciado os exercícios militares horas antes, referindo que aconteceriam no sábado. O presidente, Vladimir Putin, vai assistir e supervisionar os testes nucleares que envolvem o lançamento de mísseis navais, rejeitando explicar a sua presença.
Já a Ucrânia transmitiu hoje que estima que a probabilidade de a situação de conflito com a Rússia escalar é baixa. O ministro da Defesa, Oleksii Reznikov, afirmou no parlamento que existem 149 mil militares russos nas fronteiras da Ucrânia e que se esperam mais milhares num futuro próximo.
"A nossa inteligência observa todas as movimentações que possam representar uma potencial ameaça à Ucrânia. Estimamos que a probabilidade de um conflito em larga-escala é baixo", disse.
À Reuters, uma fonte diplomática avançou que estes são os maiores conflitos entre o exército ucraniano e forças separatistas pró-Rússia desde 2015, com observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) a ter registado 80 violações do cessar-fogo acordado pelos dois países.
O anúncio de testes militares russos surge poucas horas depois do ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, ter aceitado um encontro com o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, na próxima semana, para preparar uma cimeira bilateral para reduzir a tensão na Ucrânia.
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