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País pretendia seguir o modelo da Austrália, mas a medida acabou por ser chumbada no parlamento.
O parlamento do Reino Unido votou contra a proposta de proibir menores de 16 anos de usar redes sociais. Já havia sido apoiada, em janeiro, pela Câmara dos Lordes, mas na segunda-feira acabou chumbada na Câmara dos Comuns com 307 votos contra 173 e 100 abstenções por parte dos deputados trabalhistas.
Reino Unido rejeita proibição de redes sociais a menores de 16 anosElisa Schu/picture-alliance/dpa/AP Images
O país pretendia seguir os mesmos passos que a Austrália - que no final no ano passado implementou a proibição de plataformas como TikTok, Instagram e Snapchat a crianças, tornando-se assim o primeiro país a fazê-lo -, mas a proposta acabou chumbada. Quem se opôs foi, por exemplo, a ministra da Educação, Olivia Bailey, que na segunda-feira, na Câmara dos Comuns, instou os deputados a votarem contra esta proposta destacando o lançamento de uma consulta pelo governo na semana passada.
"Muitos pais e grupos de campanha têm pedido a proibição total das redes sociais para menores de 16 anos. Por isso, na semana passada, o governo lançou uma consulta pública para recolher opiniões que nos ajudem a definir os próximos passos e a garantir que as crianças possam crescer com uma relação mais segura, saudável e enriquecedora com o mundo online."
A consulta, que decorre até ao fim de maio, vai analisar a possibilidade de impor uma idade mínima para aceder às redes sociais ou desativar funcionalidades viciantes, como a reprodução automática.
O ator Hugh Grant (conhecido pelo seu papel no filme Notting Hill), por sua vez, era um dos grandes apoiantes desta medida, à semelhança da organização infantil Sociedade Nacional para a Prevenção da Crueldade contra Crianças (NSPCC), que já havia alertado para o risco de os jovens serem levados para recantos obscuros da Internet.
A secretária da Educação da oposição, Laura Trott, também descreveu a situação como uma "emergência" e citou estudos que sugerem que 40% das crianças são expostas a conteúdo explícito durante período escolar. "Chega de orientações, chega de consultas. É preciso legislar, é preciso fazer algo a respeito", defendeu.
De acordo com uma sondagem da empresa YouGov, realizada no início de dezembro, 74% dos britânicos apoiam uma proibição para menores de 16 anos, contra os 19% que se opõem.
Atualmente, é necessário ter pelo menos 13 anos para abrir uma conta individual nas redes sociais, mas essa regra pode ser facilmente contornada.
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