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Primeiro-ministro inglês 'pressiona' ex-duque de York sobre ficheiros de Epstein: "Devia testemunhar no congresso"

Keir Starmer aborda, numa visita ao Japão, o novo escândalo a envolver o irmão do rei.

Depois de André Mountbatten-Windsor ter voltado a aparecer em novos ficheiros de Jeffrey Epstein divulgados pelas autoridades norte-americanas, o primeiro ministro inglês considerou que o ex-príncipe devia comparecer diante do congresso norte-americano e testemunhar, de modo a esclarecer de uma vez por todas as suas ligações ao pedófilo, que morreu na cadeia em 2019.

Keir Starmer, primeiro-ministro inglês
Keir Starmer, primeiro-ministro inglês AP

O ex-duque de York surgiu agora em fotografias , imagens que foram tornadas públicas pelo departamento de justiça dos Estados Unidos, aumentando ainda mais a pressão sobre o ex-príncipe, que caiu em desgraça e abdicou dos seus títulos reais em outubro do ano passado, na sequência das suas ligações a Epstein. 

“Em primeiro lugar, abordo sempre esta questão tendo em mente as vítimas de Epstein. As vítimas têm de ser a prioridade máxima. Se deve haver um pedido de desculpas, isso é uma questão para o André",  começou por explicar Keir Starmer quando questionado sobre o tema à chegada a uma visita ao Japão.

E deve o irmão do rei de Inglaterra dar o seu testemunho perante o congresso sobre tudo o que aconteceu? "Sim, em termos de testemunho, sempre disse que qualquer pessoa que tenha informações deve estar preparada para compartilhá-las da forma que lhe for solicitada, porque não se pode ter uma abordagem centrada na vítima se não se estiver preparado para isso", acrescentou o primeiro-ministro inglês.

Recorde-se que o ex-duque de York foi acusado de "se esconder" das autoridades norte-americanas, que em novembro lhe pediram para prestar depoimento sobre suas ligações com Epstein.

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