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Polícia francesa deteve nove pessoas suspeitas de fazerem parte de um esquema na venda de bilhetes para o Louvre

As autoridades acreditam que a rede pode ter atraído até vinte grupos de turistas por dia na última década.

As autoridades francesas anunciaram, esta quinta-feira, que nove pessoas foram detidas no âmbito de uma investigação sobre um alegado esquema de fraude na venda de bilhetes para o Louvre. Segundo a procuradora de Paris o esquema durou mais de uma década e movimentou 10 milhões de euros.  

Esquema durou mais de uma década
Esquema durou mais de uma década Foto AP/Thibault Camus

As detenções ocorreram na terça-feira como parte de uma investigação despoletada por uma queixa do próprio museu em dezembro de 2024. Entre os detidos estão dois funcionários do Louvre, vários guias turísticos e uma pessoa suspeita de ser o mentor do crime.  

O museu alertou as autoridades sobre a presença frequente de dois guias turísticos chineses suspeitos de levarem grupos de turistas reutilizando fraudulentamente os mesmos bilhetes várias vezes, mais tarde outros guias foram considerados suspeitos de práticas semelhantes.  

A investigação judicial formal foi aberta em junho do ano passado sob acusações de fraude organizada, lavagem de dinheiro, corrupção e auxílio à entrada ilegal no país com recursos a documentos administrativos falsos. As autoridades acreditam que a rede pode ter atraído até vinte grupos de turistas por dia na última década.  

O Ministério Público avançou que escutas telefónicas e as câmaras de vigilância confirmaram a reutilização repetida de ingressos e uma aparente estratégia de dividir os grupos de forma a evitarem o pagamento da “taxa para o guia”, obrigatória. A investigação apontou ainda para a existência de possíveis cúmplices dentro do museu, que recebiam dinheiro em troca de não verificarem os bilhetes.  

Acredita-se que os suspeitos tenham investido parte do dinheiro em imóveis na França e no Dubai, além disso foram apreendidos mais de 957 mil euros em dinheiro, incluindo 67 mil euros em moeda estrangeiras, e 487 mil euros em contas bancárias.  

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