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Omã garante que não haverá taxas de trânsito no estreito de Ormuz

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Após admitir que discute com o Irão os custos associados à gestão daquela via marítima.

O Omã garantiu esta quinta-feira que os futuros acordos relativos ao estreito de Ormuz não implicarão a imposição de taxas de trânsito aos navios, após admitir que discute com o Irão os custos associados à gestão daquela via marítima.

Navios no estreito de Ormuz
Navios no estreito de Ormuz Khor Fakkan

Num comunicado, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr al-Busaidi, afirmou que "os futuros acordos relativos ao estreito não implicam a imposição de taxas de trânsito", procurando esclarecer as negociações em curso sobre a administração da importante passagem marítima.

Esta posição oficial surge depois de o sultanato ter indicado que estava a discutir com Teerão os custos que poderiam ser cobrados por serviços relacionados com a gestão do estreito de Ormuz, um dos principais corredores mundiais para o transporte de petróleo e gás.

As declarações de Al-Busaidi foram feitas durante uma reunião em Manama, capital do Bahrein, entre os ministros dos Negócios Estrangeiros dos países do Golfo e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

Durante o encontro, Rubio, que hoje termina um périplo por países do Golfo Pérsico que também passou pelos Emirados Árabes Unidos e Kuwait, reiterou a oposição dos Estados Unidos à criação de portagens ou outras taxas de utilização no estreito de Ormuz, avisando que tal medida poderia provocar "caos total" no comércio marítimo internacional.

O estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico, sendo uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para a exportação de hidrocarbonetos provenientes dos países do Golfo.

Antes do conflito entre os Estados Unidos e o Irão, desencadeado por uma ofensiva conjunta israelo-americana lançada no final de fevereiro contra a República Islâmica, passava pelo estreito de Ormuz cerca de 20% do petróleo e do gás consumido em todo o mundo

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