A técnica permite a extração do perfil de ADN, mesmo que danificado. Após a análise, verificou-se que o material genético pertencia ao famoso assassino.
O famoso assassino em série Ted Bundy foi associado ao homicídio de uma rapariga adolescente, 52 anos depois do crime. A conclusão surgiu agora, depois do uso de uma avançada tecnologia de identificação de ADN por parte das autoridades do estado do Utah.
Ted Bundy foi condenado à pena de morte/ AP
O corpo de Melissa Ann Smith foi encontrado a 27 de outubro de 1974. A jovem de 17 anos apresentava sinais de abuso sexual e tortura.
A nova tecnologia chegou ao laboratório criminal de Utah em 2023. Este processo permite extrair amostras de ADN, mesmo quando estas existam em pequenas quantidades, estejam misturadas com material genético de várias pessoas ou mesmo degradadas.
Já em abril deste ano, no mesmo estado norte-americano, foi possível identificar um perfil de ADN masculino. Após ser enviado para uma base de dados nacional das forças policiais e de ser analisado, confirmou-se que o ADN correspondia a Ted Bundy. Foi assim possível identificar outra adolescente, Laura Ann Aime, como mais uma das vítimas de Bundy.
Antes da sua execução, o assassino já teria confessado ter matado outras duas adolescentes em Utah. "Com cada caso encerrado, que possamos apagar a memória de Ted Bundy", afirmou Mike Reynolds, sargento do condado de Utah, citado pela BBC.
"Todos os dias, a ciência forense está a mudar e temos a possibilidade de olhar para estes casos de novo", revelou Rosie Rivera, xerife do condado de Salt Lake City, como avança a emissora britânica. Esta nova tecnologia faz crescer a esperança entre as autoridades de que outros casos por resolver possam agora ter um desfecho.
Ted Bundy foi um dos assassinos em série mais famosos da história dos Estados Unidos. As suas principais vítimas, na década de 1970, foram mulheres e adolescentes, tendo o homicida matado pelo menos 30 jovens. Em 1976 foi julgado e condenado a uma pena de 15 anos por sequestro e agressão, mas acabaria por fugir da prisão.
Em 1978, e após novos ataques, acabou por ser capturado de novo pelas autoridades. Depois de um julgamento bastante mediático, foi condenado à pena de morte e executado na cadeira elétrica a 24 de janeiro de 1989, na Flórida.
Já em 2019, a Netflix lançou uma série documental em que mostra as gravações de áudio e entrevistas feitas ao homicida enquanto estava no corredor da morte.
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