Sábado – Pense por si

Ana Taborda
Ana Taborda Jornalista
27 de outubro de 2026 às 23:00

Jogar Pacman na Fundação Champalimaud

Há óculos que recriam cozinhas e casas de banho muito sujas - é a IA ao serviço dos doentes obsessivo-compulsivos; entrevistas interrompidas pelo estafeta que trás o jantar; e chaves que só se usam uma vez por ano - e mais uma, para a SÁBADO

Para o tema de capa desta semana, a jornalista Lucília Galha passou um dia na Fundação Champalimaud, onde foi recentemente inaugurado o Centro de Neuroterapêuticas Digitais, dedicado ao uso da inteligência artificial no tratamento de doenças neurológicas. Experimentou óculos de realidade virtual, que podem recriar a cozinha ou casa de banho de um doente com fobia à sujidade, o mais parecido possível com o espaço do doente - depois, a pessoa emerge ali e a ideia é que a exposição progressiva a esta fobia a vá dessensibilizando. Também experimentou um jogo com um golfinho que ajuda pessoas com Parkinson ou AVC a treinar os movimentos dos braços - só conseguiu apanhar um peixe. Na sala imersiva, viu ainda clássicos como o Pacman transformados em exercícios de mobilidade. Apesar de Portugal ainda só estar a arrancar na integração desta tecnologias na Saúde, já há muita coisa a ser feita com o auxílio da IA nos hospitais: privados e públicos. E muitas destas coisas são portuguesas

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