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Mamdani revela primeira localização dos supermercados públicos de Nova Iorque

Renata Lima Lobo 16 de abril de 2026 às 12:22
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O presidente da Câmara de Nova Iorque, Zohran Mamdani, anunciou a primeira localização do projeto que envolve um supermercado público por cada distrito da cidade.

No centro do capitalismo mundial vão nascer cinco supermercados municipais com produtos essenciais vendidos a preços mais acessíveis. A primeira localização foi anunciada esta semana e integra um programa que tem por principal objetivo combater o aumento dos preços dos alimentos na cidade de Nova Iorque, que na última década aumentaram 66%.

Zohran Mamdani anuncia La Marqueta como o primeiro local selecionado para a iniciativa de supermercados públicos da cidade
Zohran Mamdani anuncia La Marqueta como o primeiro local selecionado para a iniciativa de supermercados públicos da cidade Luiz Rampelotto/EuropaNewswire/AP

O primeiro supermercado será inaugurado já no próximo ano. Mas o executivo liderado pelo democrata Zohran Mamdani revelou a localização de um dos espaços que tem abertura marcada para 2029. Será no La Marqueta (em Manhattan), histórico mercado urbano e centro comunitário municipal gerido pela New York City Economic Development Corporation (NYCEDC) e localizado no bairro de Harlem Este. O supermercado, que irá funcionar ao lado de pequenas empresas locais que operam no La Marqueta, será construída de raiz e terá 836 metros quadrados.

A administração Mamdani planeia abrir uma loja em cada um dos cinco distritos de Nova Iorque (Manhattan, Brooklyn, Queens, o Bronx e Staten Island) até ao final do primeiro mandato do presidente da câmara, ou seja, 2030. Num comunicado publicado na página do município de Nova Iorque, lê-se que esta iniciativa “visa fornecer alimentos acessíveis e de alta qualidade que proporcionem poupanças significativas aos nova-iorquinos e reforcem o acesso a alimentos em toda a cidade”, num investimento de 70 milhões de dólares para o desenvolvimento dos cinco supermercados

“Quando as empresas controlam cada etapa da cadeia de abastecimento alimentar, os preços sobem, as necessidades básicas tornam-se luxos e tanto os trabalhadores como os consumidores saem a perder”, disse o presidente da Câmara. O autarca defende que “uma opção pública permite-nos intervir onde o mercado falhou” e não aceita que “as necessidades mais fundamentais - como colocar comida na mesa - pareçam inatingíveis”. Jeanny Pak, presidente e CEO interina da NYCEDC, acredita que o programa irá ajudar “a combater a insegurança alimentar e a falta de acesso a alimentos, garantindo empregos bem remunerados e de qualidade, bem como uma experiência de compra digna e agradável para os nova-iorquinos”.

O modelo apresentado estará assente no que por cá se chamam de Parcerias Público-Privadas (PPP). Isto significa que a cidade será proprietária do terreno, suportando a renda e a construção, enquanto uma empresa privada, selecionada através de concurso público, ficará responsável pela gestão das operações diárias. Terá, no entanto, a obrigação contratual de transferir a poupança, por exemplo na renda, para os produtos essenciais que vende aos clientes, em vez de a transformar em lucro.

O executivo anunciou também a criação de uma task-force que reunirá agências municipais, especialistas do setor e proprietários de pequenas empresas locais para orientar a implementação dos supermercados municipais.

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