Macron, que chegou hoje a Marselha, uma das cidades mais afetadas pela intensificação dos protestos e pelos distúrbios que se seguiram, a 17 deste mês.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, prometeu esta segunda-feira aos estudantes do ensino secundário que o seu Governo está a preparar medidas "contundentes" para responder às "reivindicações legítimas" apresentadas pelos jovens, no epicentro da forte tensão social no país.
Emmanuel MacronGeert Vanden Wijngaert / AP
Quase meio milhão de pessoas voltaram a sair à rua este fim de semana em França, mobilizadas por associações de estudantes e pelo movimento de protesto dos "coletes amarelos".
Os primeiros exigem, mais uma vez, que Macron determine uma reforma integral do ensino secundário, enquanto os segundos, que há oito anos contestam o Presidente e exigem a demissão, considerando que as políticas económicas fracassaram.
Macron lembrou estar prevista para as 14h30 locais (13h30 em Lisboa) uma reunião entre o primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, e várias organizações estudantis, primeiro, as do ensino secundário e, depois, as do ensino superior.
Três horas depois, às 17h30 locais (16h30 em Lisboa), haverá uma conferência de imprensa com a participação dos ministros franceses da Educação Nacional, Edouard Geffray, e do Ensino Superior, Philippe Baptiste.
Macron, que chegou hoje a Marselha, uma das cidades mais afetadas pela intensificação dos protestos e pelos distúrbios que se seguiram, a 17 deste mês, e considerou que o reforço das medidas de segurança ordenado pelo ministro do Interior, Laurent Nuñez, surtiu efeito no passado fim de semana.
Nesse sentido, manifestou a expectativa de que tal volte a resultar nas concentrações previstas para o próximo sábado, protestos que, alertou, também serão também de "alto risco".
"A ordem foi mantida, mas o próximo sábado continuará a ser um sábado de alto risco", afirmou o Presidente francês à imprensa, confirmando que o dispositivo de segurança reforçado continuará plenamente operacional.
"Continuaremos a dispor de itinerários de mobilização especificamente definidos", explicou.
Macron intensificou as críticas aos "movimentos de extrema-esquerda" que, impulsionados pelas redes sociais, acabaram por instrumentalizar os protestos dos estudantes para pôr em prática o seu "fascínio pela violência".
"As redes sociais prejudicam as nossas democracias porque geram uma espécie de choque perante as cenas de violência, uma vez que, para alguns, são um instrumento de mobilização dos piores. A resposta a isto só pode assentar na segurança", defendeu.
O Presidente francês denunciou que as redes sociais foram também utilizadas por "jovens e menos jovens" para coordenar atos de vandalismo em vários pontos do país, que incluíram danos em edifícios e mobiliário públicos, bem como pilhagens de estabelecimentos comerciais.
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