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Irão: Dubai interceta ataque contra sede da norte-americana Oracle

As autoridades do Dubai não forneceram informações sobre quem terá levado a cabo o ataque.

As autoridades do Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, intercetaram este sábado um ataque contra o edifício da Oracle, uma das 18 empresas norte-americanas que a Guarda Revolucionária do Irão tinha ameaçado no início da semana.

Andrej Sokolow/picture-alliance/dpa/AP Images

"As autoridades confirmaram que responderam a um incidente menor envolvendo a queda de destroços após um ataque aéreo à fachada do edifício da Oracle", informou o gabinete de imprensa do Dubai, nas redes sociais.

O ataque, que não fez feridos, teve como alvo a sede local da gigante tecnológica new, localizada na Internet City.

Uma hora antes, as autoridades da cidade tinham dado conta de um outro ataque intercetado na Marina do Dubai, muito próximo do edifício da empresa norte-americana.

As autoridades do Dubai não forneceram informações sobre quem terá levado a cabo o ataque.

Na terça-feira, a Guarda Revolucionária do Irão ameaçou realizar ataques contra as instalações de grandes empresas norte-americanas no Médio Oriente, incluindo a Oracle.

A Guarda Revolucionária já tinha na quinta-feira anunciado um ataque contra o edifício da Oracle no Dubai, uma alegação posteriormente negada pelo gabinete de imprensa da cidade.

Estados Unidos (EUA) e Israel têm em curso desde 28 de fevereiro uma ofensiva militar de grande escala contra Teerão, que provocou mais de três mil mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano.

Em reação, o Irão lançou ataques de retaliação contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Os Emirados Árabes Unidos tornaram-se o principal alvo destas represálias regionais, com 11 mortos e 203 feridos em ataques iranianos, segundo os dados mais recentes das autoridades emiratis.

Na sexta-feira, a Embaixada dos EUA em Beirute alertou para a possibilidade de o Irão ou grupos armados aliados atacarem universidades norte-americanas no Líbano, onde o conflito já causou 1.300 mortos.

Num comunicado, a missão diplomática indicou que "o Irão e as milícias afiliadas podem ter a intenção de atacar universidades no Líbano" e salientou que Teerão "ameaçou especificamente universidades norte-americanas em todo o Médio Oriente".

O Departamento de Estado recomendou que os cidadãos norte-americanos abandonem o Líbano "enquanto ainda houver voos comerciais disponíveis", de acordo com o comunicado, que destaca a natureza "volátil e imprevisível" da situação de segurança no país.

O alerta surgiu após ameaças por parte de grupos ligados à milícia libanesa pró-Irão Hezbollah, que identificaram instituições como a Universidade Americana de Beirute e a Universidade Americana Libanesa como potenciais alvos.

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