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Irão confirma pena de morte para "espião da CIA"

04 de fevereiro de 2020 às 13:49
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Justiça iraniana diz que Amir Rahimpur tentou fornecer informações sobre o programa nuclear de Teerão aos EUA e que "recebeu muito dinheiro por isso".

Um iraniano condenado por espiar para os Estados Unidos teve a sua pena de morte confirmada após um último recurso, anunciou esta terça-feira a Autoridade Judicial doIrão. A condenação à morte deste espião "da CIA" (serviços secretos norte-americanos), Amir Rahimpur, foi confirmada "recentemente" pelo Supremo Tribunal, declarou o porta-voz da Autoridade Judicial, Gholamhossein Esmaili, numa conferência de imprensa transmitida pela televisão estatal.

Em outubro, a Autoridade Judicial tinha anunciado a condenação à morte de uma pessoa culpada de espionagem para um serviço norte-americano, indicando que a sua identidade seria comunicada em caso de confirmação do veredicto pelo Supremo Tribunal.

Rahimpur foi condenado por ter "tentado fornecer aos norte-americanos informações sobre o (programa) nuclear" do país, adiantou Esmaili, afirmando que o condenado "recebeu muito dinheiro" por isso.

O Irão tinha anunciado em julho a detenção de 17 iranianos entre março de 2018 e março de 2019 no quadro do desmantelamento de uma "rede de espiões" da Agência Central de Informações (CIA) dos Estados Unidos e condenou à morte vários deles. Washington classifica as afirmações de "totalmente falsas".

A República Islâmica do Irão e os Estados Unidos não têm relações diplomáticas desde 1980.

A tensão entre os dois países aumentou significativamente após Washington se retirar em maio de 2018 do acordo internacional nuclear concluído em 2015 entre o Irão e o grupo dos 5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança - Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China - e a Alemanha).

Um ano depois da saída unilateral dos Estados Unidos, que restabeleceu sanções ao Irão, a República Islâmica anunciou que iria começar a reduzir gradualmente o cumprimento dos seus compromissos.