Guaidó descarta risco de uma guerra civil na Venezuela e anuncia nova manifestação

Lusa 02 de fevereiro de 2019
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"Na Venezuela não há risco de uma guerra civil, como têm querido fazer ver, porque 90% da população quer a mudança", disse o autoproclamado Presidente interino da Venezuela.

O autoproclamado Presidente interino da Venezuela descartou este sábado que o país está em risco de uma guerra civil no país e insistiu que rapidamente haverá um governo de transição no país. Juan Guaidó anunciou ainda uma nova manifestação para 12 de fevereiro, em Caracas. 

Juan Guaidó, de 35 anos, assumiu no sábado a presidência do parlamento venezuelano, onde a oposição detém a maioria.
Guaidó
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Juan Guaidó, de 35 anos, assumiu no sábado a presidência do parlamento venezuelano, onde a oposição detém a maioria.
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"Na Venezuela não há risco de uma guerra civil, como têm querido fazer ver, porque 90% da população quer a mudança", disse.

Juan Guaidó falava para milhares de opositores que hoje se concentraram em Las Mercedes, a leste de Caracas, para agradecer o apoio da União Europeia (UE), em apoio ao ultimato europeu de que sejam convocadas eleições livres e transparentes no país.

"Pensaram que com a intimidação nos iriam deter. Não temos medo de uma guerra civil. Ninguém na Venezuela está na disposição de imolar-se por um ditador", disse.

O líder opositor denunciou que "o que existe na Venezuela é o sequestro de jovens menores de idade".

"Aqui, hoje, está a resposta à intimidação de um povo que já não tem medo e mudou a incerteza pela certeza", acrescentou.

Por outro lado, explicou que "nas próximas horas" também se garantirá muito mais apoio da União Europeia", disse.

Segundo Juan Guaidó, os venezuelanos iniciaram "o mês que é determinante para a nossa (dos venezuelanos) liberdade e também para os nossos presos políticos. Voltamos a sorrir de novo com o sonho de uma Venezuela livre e isso está cada vez mais perto".

"Miraflores (palácio de Governo) está cada vez mais só, mas logo chegaremos aí, a um governo de transição e a eleições livres", frisou.

Durante a sua intervenção Juan Guaidó anunciou a criação de três centros de acolhimento para ajuda humanitária, um na Colômbia, outro no Brasil e o terceiro numa ilha das Caraíbas.

Dirigindo-se aos militares, questionou-os se vão permitir a entrega de ajuda humanitária no país e defender a Constituição venezuelana.

"Soldado da pátria, o teu papel é a reconstrução da Venezuela e defender os venezuelanos. Não dizemos apenas que respeitem a Constituição, estamos exigindo que não disparem contra os cidadãos", afirmou.

Antes de terminar Guaidó pediu aos venezuelanos para levantarem a mão direita e jurarem que continuarão a lutar pela liberdade do país.

"Nós, venezuelanos, comprometidos com a Venezuela, com a justiça social, juramos manter-nos nas ruas até conseguir o fim da usurpação, o governo de transição e eleições livres", disse.

As estações de televisão venezuelanas, inclusive as privadas, omitiram qualquer referência à manifestação da oposição e o discurso de Juan Guaidó.

Enquanto o canal estatal Venezuelana de Televisão (VTV) transmitia a marcha em apoio ao governo, os outros canais locais, tinham uma programação com variedades.

Guaidó anuncia nova manifestação em Caracas para 12 de fevereiro
O autoproclamado Presidente interino venezuelano anunciou hoje em Caracas a realização de uma nova manifestação para o próximo dia 12 de fevereiro.

Guaidó, que falava perante milhares de apoiantes concentrados em Las Mercedes, leste de Caracas, apelou à continuação da luta contra o regime de Nicolás Maduro.

Apelando aos manifestantes que que "prossigam a mobilização nas ruas", Juan Guaidó anunciou a realização de duas manifestações, uma a 12 de fevereiro, no Dia da Juventude na Venezuela, e a segunda, ligada à chegada de ajuda humanitária, em data a marcar.

A oposição venezuelana saiu hoje às ruas em Caracas em apoio ao ultimato dado pela União Europeia para que sejam convocadas eleições presidenciais livres no país, para que cesse a usurpação da Presidência República e para pedir um governo de transição no país.

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