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Força Aérea nigeriana erra alvo e mata mais de 100 pessoas em ataque contra jihadistas

Lusa 21:33
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Os ataques aéreos já mataram pelo menos 500 civis desde 2017, de acordo com um recenseamento da AP das mortes relatadas.

As autoridades nigerianas confirmaram hoje que a Força Aérea errou o alvo num ataque contra rebeldes jihadistas, tendo atingido um mercado local e matado mais de 100 pessoas, segundo um grupo de direitos humanos e a imprensa local.

Ataque aéreo da Força Aérea nigeriana mata civis, em vez de jihadistas
Ataque aéreo da Força Aérea nigeriana mata civis, em vez de jihadistas AP Photo/Sunday Alamba, File

Segundo a agência Associated Press (AP), as autoridades nigerianas confirmaram o erro no alvo, mas não forneceram mais detalhes.

A Amnistia Internacional disse ter confirmado junto de sobreviventes que pelo menos 100 pessoas foram mortas no ataque aéreo a uma aldeia no estado de Yobe, no nordeste da Nigéria, perto da fronteira com o estado de Borno, o epicentro da insurreição jihadista que assola a região há mais de uma década.

Segundo a AP, os erros de alvo são comuns na Nigéria, onde as forças armadas realizam frequentemente ataques aéreos para combater grupos armados que utilizam vastos enclaves florestais.

Os ataques aéreos já mataram pelo menos 500 civis desde 2017, de acordo com um recenseamento da AP das mortes relatadas.

Analistas de segurança apontam para lacunas na recolha de informações, bem como para uma coordenação insuficiente entre as tropas terrestres, os meios aéreos e as partes interessadas.

O Governo do Estado de Yobe confirmou num comunicado que um ataque militar nigeriano tinha como alvo um reduto do grupo jihadista Boko Haram na zona e que “algumas pessoas que se deslocaram ao mercado semanal de Jilli foram afetadas”.

“Estamos em contacto com as pessoas que se encontram no local, falámos com o hospital. Falámos com o responsável pelas vítimas e falámos com as próprias vítimas”, disse Isa Sanusi, diretor da Amnistia Internacional na Nigéria, à AP.

A Força Aérea nigeriana não respondeu de imediato a um pedido de informação da AP.