Sábado – Pense por si

Escolha a Sábado como "Fonte Preferida"

Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.

Adicionar fonte

Exército israelita reivindica morte de líder supremo Ali Khamenei

Lusa 01 de março de 2026 às 09:54
As mais lidas

A força aérea foi “guiada por informações de inteligência detalhadas” e Ali Khamenei foi visado quando “se encontrava no seu complexo de comando central no coração de Teerão, juntamente com outros altos oficiais”.

O exército israelita reivindicou este domingo a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, nos bombardeamentos no sábado que deram início à nova guerra contra o Irão em colaboração com os Estados Unidos (siga tudo sobre os ataques, ao minuto).

Ali Khamenei morreu durante um ataque levado a cabo no último sábado
Ali Khamenei morreu durante um ataque levado a cabo no último sábado Office of the Iranian Supreme Leader via AP

“Ali Khamenei foi alvo de uma operação precisa e de larga escala levada a cabo pela Força Aérea Israelita”, assegurou o exército de Israel num comunicado citado pela agência de notícias espanhola EFE.

A força aérea foi “guiada por informações de inteligência detalhadas” e Ali Khamenei foi visado quando “se encontrava no seu complexo de comando central no coração de Teerão, juntamente com outros altos oficiais”.

“Khamenei foi o arquiteto do plano para destruir o Estado de Israel e era conhecido como a ‘cabeça do polvo iraniano’, estendendo os seus braços por todo o Médio Oriente e pelas fronteiras do Estado de Israel”, disseram os militares.

O exército israelita congratulou-se por ter posto “fim a um capítulo de décadas”, uma vez que a morte de Khamenei se soma a uma série de ataques anteriores para eliminar chefes de milícias do chamado “Eixo de Resistência” iraniano.

Entre eles, conta-se o outrora líder máximo da milícia xiita libanesa Hezbollah, Hassan Nasrallah, que morreu após um ataque israelita contra o quartel-general do grupo em Beirute, a 27 de setembro de 2024.

Menos de um mês depois, Israel confirmou ter matado o líder máximo do Hamas e mentor dos ataques de 07 de outubro de 2023, Yahya Sinwar.

Sinwar era o homem mais procurado na ofensiva israelita que devastou a Faixa de Gaza com mais de 70.000 palestinianos mortos.

O jornal norte-americano The New York Times (NYT) noticiou hoje que foi a CIA que obteve a informação de que Ali Khamenei deveria participar numa reunião de alto nível no sábado de manhã em Teerão.

Citando fontes próximas da operação, o jornal disse que a agência de informações norte-americana acompanhava o rasto do líder supremo iraniano há vários meses e tinha adquirido confiança quanto aos locais de residência e hábitos.

“Depois, a agência soube que uma reunião de altos responsáveis deveria ter lugar na manhã de sábado, num complexo imobiliário pertencente às autoridades iranianas no coração de Teerão”, noticiou o NYT.

“Mais importante ainda, a CIA soube que o líder supremo estaria no local”, referiu o jornal, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Os norte-americanos partilharam depois a informação com Israel e, segundo fontes informadas sobre o processo de decisão ouvidas pelo jornal, os Estados Unidos e Israel decidiram ajustar a cronologia do ataque, o que permitiu eliminar o líder iraniano.

O plano inicial previa um ataque noturno, mas foi alterado para as 09:40 locais (06:10 em Lisboa) por causa da reunião em que participaria Ali Khamenei.

Foram usados mísseis de longo alcance ar-terra, cujo nome o diário não revelou.

Além do líder supremo, Teerão confirmou que nos ataques morreram o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, major-general Abdorrahim Musaví, o ministro da Defesa, brigadeiro-general Aziz Nasirzadeh, e o secretário do Conselho de Defesa, Ali Shamjani.

O comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, general Mohamad Pakpur, também foi morto nos ataques de sábado e Teerão anunciou hoje a sua substituição pelo brigadeiro-general Ahmad Vahidi, segundo a agência iraniana Mehr.

Em resposta aos ataques, que prosseguiram hoje, o Irão lançou uma série de ataques contra interesses norte-americanos na região, mas também contra outros países da zona.

Artigos Relacionados