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Ex-ministro da Coreia do Sul condenado a 25 anos de prisão pelo seu papel na imposição da lei marcial

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Juiz considerou que Park Sung-jae abandonou a sua responsabilidade de defender a Constituição e as leis do país ao ter participado na investida autoritária do presidente sul-coreano.

O ex-ministro da Justiça da Coreia do Sul foi condenado esta segunda-feira a 25 anos de prisão depois de um tribunal o ter considerado culpado por ter ajudado o ex-presidenete Yoon Suk Yeol a implementar a , em 2024, - que restringia, por exemplo, o direito à manifestação.

Ex-ministro da Coreia do Sul, Park Sung-jae, condenado a 25 anos de prisão por imposição da lei marcial
Ex-ministro da Coreia do Sul, Park Sung-jae, condenado a 25 anos de prisão por imposição da lei marcial Kim Ju-hyung/Yonhap via AP

Segundo o Tribunal Distrital Central de Seul, Park Sung-jae desempenhou um papel fundamental na tentativa de tomada de poder por Yoon, após a declaração da lei marcial a 3 de dezembro de 2024. Considerou também que o então governante teve um papel relevante na ordem que foi dada aos funcionários do ministério para avaliarem a capacidade de detenção em instalações de correção, que teria possivelmente como objetivo fazer detenções de políticos.

O juiz Lee Jin-gwan considerou, assim, que Park abandonou a sua responsabilidade de defender a Constituição e as leis do país ao ter participado na investida autoritária de Yoon, mas o antigo ministro negou as acusações e garantiu que estava apenas a cumprir os deveres exigidos durante uma emergência nacional.

Os advogados de Park não esclareceram se iriam recorrer da decisão.

O mesmo tribunal instruiu ainda as autoridades a investigarem o envio de procuradores ao comando da lei marcial de Yoon para manterem apoio das suas operações. Pediu ainda que as autoridades de imigração competentes fossem colocadas sob vigilância para possíveis imposições de proibições de viagem.

A lei marcial de Yoon durou apenas cerca de seis horas. Depois disso, os parlamentares votaram a revogação da mesma e romperam o bloqueio de soldados que foram enviados pelo então presidente para a Assembleia Nacional. O cenário fez com que o gabinete de Yoon suspendesse essa medida e o então presidente fosse afastado do cargo a 14 de dezembro. Yoon acabou preso em julho de 2025.

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