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Colômbia. Abelardo de la Espriella, candidato da direita apoiado por Trump, venceu as eleições presidenciais

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Abelardo de la Espriella teve mais de 12,9 milhões de voto, com 99,3% das urnas apuradas.

O candidato do movimento de direita Defensores da Pátria, Abelardo de la Espriella, foi o vencedor das eleições presidenciais na Colômbia com mais de 12,9 milhões de votos (49,65%), noticia a imprensa colombiana. 

Abelardo De la Espriella, candidato presidencial, discursa num evento na Colômbia
Abelardo De la Espriella, candidato presidencial, discursa num evento na Colômbia AP Photo/Fernando Vergara

Com 99,3% das urnas apuradas em pré-contagem, De La Espriella — que foi formalmente apoiado por Donald Trump — reunia 12.951.391 votos (49,65%). Cepeda, por sua vez, somava 12.703.705 votos (48,70%). Os dois candidatos ficaram separados por menos de 250 mil votos.A pré-contagem dos votos consiste numa comunicação por telefone feita feita pelos presidentes das mesas nas assembleias de voto, a fim de transmitir rapidamente ao público uma ideia dos resultados. No entanto, os resultados oficiais só são anunciados depois da contagem física dos votos validada pelas comissões de escrutínio lideradas por funcionários judiciais.

Mesmo assim De La Espriella delcarou-se como o vencedor. “Colômbia, aqui está o teu Tigre! Colômbia, aqui está o teu Presidente!”, escreveu numa publicação no X. E, no seu perfil nesta rede social acrescentou a informação: “Presidente eleito da Colômbia pelo movimento Defensores da Pátria.”

Entre os muitos problemas que a Colômbia enfrenta, o ressurgimento do conflito armado, narcotráfico e a corrupção estão entre os mais urgentes que o Presidente eleito vai ter de enfrentar no país.

A Colômbia também precisa melhorar o seu desempenho económico, marcado pelo aumento da dívida pública, deterioração fiscal e desaceleração do investimento estrangeiro, de forma a manter o progresso social implementado pelo Governo de Petro.

A missão de observação eleitoral (MOE) da Organização dos Estados Americanos (OEA) e a missão de observação eleitoral da União Europeia (MOE-UE) irão acompanhar esta segunda volta das presidenciais, após estarem presentes nos sufrágios anteriores.