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Europeus recusam-se a ser fotografados com Lavrov na cimeira do G20 nos EUA

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O encontro acontece num momento em que vários países representados enfrentam profundas divergências sobre as várias guerras em curso no mundo e outras crises globais que ameaçam a segurança internacional e o comércio.

Os Estados Unidos cancelaram os planos para uma fotografia conjunta dos chefes da diplomacia do G20, após os ministros europeus terem recusado posar ao lado do representante da Rússia, noticiou esta sexta-feira a agência Associated Press (AP).

G20 Atlanta 2026: líderes Mundiais Reúnem-se em Meio a Tensões Globais
G20 Atlanta 2026: líderes Mundiais Reúnem-se em Meio a Tensões Globais Megan VarnerPool Photo via AP

Os chefes da diplomacia das principais economias industrializadas e emergentes do mundo (G20), incluindo representantes da Rússia e da China, iniciam hoje em Atlanta, nos Estados Unidos (EUA), uma reunião de dois dias para abordar as atuais crises geopolíticas e as consequentes perturbações económicas.

O encontro acontece num momento em que vários países representados enfrentam profundas divergências sobre as várias guerras em curso no mundo e outras crises globais que ameaçam a segurança internacional e o comércio.

Essas divergências levaram os Estados Unidos a cancelar os planos para uma fotografia com todos os participantes na reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros do G20, após vários representantes europeus terem recusado ser fotografados com o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, e terem ameaçado abandonar a reunião, afirmaram responsáveis norte-americanos, que falaram à AP sob condição de anonimato.

O anfitrião do encontro é o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, uma vez que os Estados Unidos detêm atualmente a presidência rotativa do bloco.

A reunião, que decorre até sábado, servirá para lançar as bases para a cimeira de líderes agendada para 14 a 15 de dezembro nos arredores de Miami, num clube de golfe do Presidente norte-americano, Donald Trump.

Alguns países do G20 manifestaram preocupação pelo facto de os EUA terem convidado a Rússia, numa altura em que esta intensifica os ataques contra a Ucrânia.

Não é claro se o Presidente russo, Vladimir Putin, aceitará o convite de Trump para a cimeira de dezembro na Florida, um convite recebido com apreensão pelos europeus.

A última participação presencial do chefe de Estado russo numa cimeira do G20 foi no Japão, em 2019.

Parece haver poucas hipóteses de o bloco chegar a um consenso sobre muitas das questões mais controversas.

Entre estas contam-se o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, a guerra dos EUA e de Israel contra o Irão, as tarifas aduaneiras dos Estados Unidos e as manobras da China no mar da China Meridional.

Estas questões contribuíram para picos no custo global dos combustíveis, bem como para a incerteza em torno do comércio.

Autoridades norte-americanas afirmaram que a sua principal prioridade para a reunião é resolver as divergências sobre questões relacionadas com a liberdade de navegação, particularmente no estreito de Ormuz, no mar Vermelho, no mar Negro e no mar da China Meridional.

O tema incluirá discussões sobre o Irão, a Rússia e a Ucrânia, bem como sobre a China e os países vizinhos.

No entanto, paira sobre a reunião a perspetiva de uma nova intervenção militar dos Estados Unidos no Irão, o que tem deixado a região, incluindo a Arábia Saudita, membro do G20, em estado de alerta.

Na quarta-feira, o site de notícias norte-americano Axios avançou que o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel, o general Eyal Zamir, conversou na segunda-feira com o comandante do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), o almirante Brad Cooper, para coordenar possíveis futuros ataques.

O mesmo 'media' norte-americano, citando autoridades norte-americanas e israelitas, indicou que a futura operação militar incluiria uma semana de ataques em grande escala contra alvos relacionados com a liderança da República Islâmica, infraestruturas energéticas e nucleares.