As organizações condenam os episódios de violência, por parte de alguns manifestantes, como aconteceu recentemente em França, mas também por parte das autoridades na forma como respondem aos protestos.
O Fórum Europeu da Juventude e os conselhos nacionais de juventude de 28 países solicitaram hoje uma reunião urgente com a presidente da Comissão Europeia a propósito da onda de protestos em várias cidades.
Ursula von der LeyenAP Photo/Pascal Bastien
Numa carta dirigida a Ursula Von der Leyen, as organizações pedem que seja convocado o Conselho Consultivo da Juventude da presidente, em que estão representadas, com caráter de urgência, antes da reunião do Conselho Europeu, em 17 e 18 de dezembro.
No texto, os representantes dos jovens manifestam-se preocupados com a onda de protestos pela habitação e pela educação em várias cidades europeias.
"Há uma diferença fundamental entre protesto pacífico e violência. Os jovens que marcham por melhores escolas, habitação acessível e voz sobre o seu futuro estão a exercer um direito", lê-se na carta.
As organizações condenam os episódios de violência, por parte de alguns manifestantes, como aconteceu recentemente em França, mas também por parte das autoridades na forma como respondem aos protestos.
A carta é assinada pelo Fórum Europeu da Juventude e por 30 organizações de 28 países, incluindo o Conselho Nacional de Juventude português.
Em comunicado, os representantes dos jovens portugueses acrescentam que as organizações exigem ainda "que as restrições às manifestações não sirvam para calar os jovens e que os governos os protejam da violência e da detenção por motivos políticos".
No último mês, a vaga de protestos liderados por jovens intensificou-se em várias cidades europeias, com manifestações expressivas em Espanha devido à crise na habitação, e em França, onde os bloqueios estudantis a escolas e universidades ganharam dimensão e inspiraram manifestações a nível nacional contra o aumento do custo de vida.
Em Portugal, os protestos pelo direito à habitação começaram a 10 de outubro na Praça D. João I, no Porto, e em Lisboa a 17 de outubro na Praça de D. Pedro IV, tendo existido tensão com a polícia que não permite que as tendas permaneçam durante a noite nestas praças.
A primeira carga policial aconteceu no Porto a 15 de outubro e na semana passada a PSP dispersou à bastonada e com recurso a cães as manifestações que decorriam em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.
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