Jovem pegou fogo a sem-abrigo enquanto estava sob efeito de álcool e droga. Advogada pediu clemência ao tribunal devido ao passado difícil do arguido.
Um estudante finalista do ensino secundário foi condenado a cinco anos e meio de prisão por ter ateado fogo a um sem-abrigo que dormia numa carruagem do metro de Nova Iorque, nos Estados Unidos, num ataque que provocou ao homem queimaduras graves e cicatrizes permanentes.
Hiram CarreroTheodore Parisienne/New York Daily News/Tribune News Service via Getty Images
O incidente ocorreu na madrugada de 1 de dezembro de 2025 e integrou uma série de ataques registados nos EUA em que vítimas foram incendiadas em transportes públicos, de acordo com a CNN Internacional.
A sentença foi proferida na terça-feira, no tribunal federal de Manhattan. O arguido, Hiram Carrero, de 19 anos, declarou-se culpado em março da acusação de incêndio criminoso, levando o magistrado a aplicar uma pena superior ao mínimo obrigatório previsto na lei.
Hiram Carrero ateou fogo intencionalmente a um pedaço de papel, que acabou por atingir um homem sem-abrigo que se encontrava a dormir na carruagem. Durante a audiência em que admitiu a culpa, o jovem reconheceu ter provocado o incêndio de forma deliberada.
Na documentação apresentada ao tribunal, a acusação afirmou que o arguido tentou matar "um homem sem-abrigo adormecido, queimando-o vivo e deixando-o preso numa carruagem de metro em movimento". Os procuradores sublinharam ainda que a vítima sobreviveu apenas graças à rápida intervenção dos serviços de emergência, que conseguiram prestar assistência pouco depois de o comboio percorrer o curto trajeto entre a estação de Penn Station e Times Square.
Segundo a acusação, o crime não foi considerado homicídio "por mero acaso". Os procuradores mostraram-se igualmente críticos da explicação apresentada por Hiram Carrero, que alegou ter consumido álcool e fumado droga no dia dos factos.
A defesa solicitou clemência, destacando o passado difícil do arguido. A advogada Jennifer Brown referiu que Carrero nasceu prematuramente, com vestígios de drogas no organismo, e foi abandonado pelos pais biológicos no hospital logo após o nascimento. Acrescentou ainda que o jovem apresentava dificuldades intelectuais e que a sua situação se agravou durante a pandemia de Covid-19, quando deixou de poder frequentar a escola presencialmente.
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