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Escritora Isabel Stilwell propõe boicote ao Mundial de Futebol nos EUA

"Como é que é possível que um acontecimento desta magnitude, que segundo leio no site da FIFA está destinado 'a celebrar a união dos povos na sua diversidade', decorra num país que bloqueia as fronteiras a cidadãos de perto de 40 países, entre os quais alguns dos já apurados para a final, e acabe de proibir a imigração dos nacionais de outros 75, entre os quais o Brasil?", questiona a colunista do Negócios.

Setenta e cinco por cento dos jogos do Mundial vão disputar-se num país que nega a entrada a nacionais de mais de cem nações. Cartão vermelho para quem ficar calado.

Farta das barbaridades de Trump e da sua trupe, que têm o condão de me revolver o estômago e roubar preciosas horas de sono, e na ressaca das nossas eleições presidenciais, estranhei a animação no café cá do sítio, até perceber que aquilo com que os meus conterrâneos estão realmente empolgados é com a perspetiva de dedicarem os próximos meses ao campeonato do mundo de futebol que, como toda a gente sabe, empolga mais do que qualquer outra coisa o patriotismo nacional. 

 

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