Covid-19: Putin anuncia aumento de impostos sobre os rendimentos mais altos

Lusa 23 de junho de 2020
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Rendimentos superiores a cinco milhões de rublos (64.240 euros) serão sujeitos a um imposto de 15% a partir de 2021, contra os atuais 13%.

O Presidente russo anunciou hoje um aumento do imposto sobre altos rendimentos e novas ajudas e subvenções, para enfrentar a crise do coronavírus, a primeira medida que contraria a contribuição única de 13% até ao momento aplicada no país.

Os rendimentos superiores a cinco milhões de rublos (64.240 euros) serão sujeitos a um imposto de 15% a partir de 2021, contra os atuais 13%, indicou Vladimir Putin durante uma intervenção publica, onde também anunciou novos subsídios e ajudas às famílias e empresas atingidas pelas consequências económicas da pandemia.

O Presidente alertou para as consequências económicas da pandemia do novo coronavírus, considerando-as um "sério desafio para a Rússia".

"Começou uma recessão mundial, uma queda da economia mundial cujas consequências e profundidade ainda não estão definidas", disse.

Esta reforma do imposto sobre o rendimento, uma das principais fontes de financiamento do orçamento federal, deverá permitir arrecadar 60 mil milhões de rublos suplementares, precisando que esta soma será utilizada para o tratamento de crianças com doenças raras.

O imposto único sobre o rendimento, introduzido em 2001, constituiu uma das reformas mais importantes do primeiro mandato de Vladimir Putin. A sua alteração tem sido admitida regularmente desde há alguns anos, para além da hipótese de abolição ou redução dos impostos sobre os baixos rendimentos.

A introdução do imposto único em 2001 "permitiu que os salários e os rendimentos saíssem da sombra, e simplificar e tornar compreensível a administração fiscal", declarou o Presidente.

Mas com "a nova qualidade da administração, a introdução de tecnologias digitais, tornou-se possível distribuir a carga fiscal de forma mais diferenciada", acrescentou.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 472 mil mortos e infetou mais de 9,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (120.402) e mais casos de infeção confirmados (mais de 2,3 milhões).

Seguem-se o Brasil (51.271 mortes, mais de 1,1 milhões de casos), Reino Unido (42.927 mortos, mais de 306 mil casos), a Itália (34.657 mortos e mais de 238.700 casos), a França (29.663 mortos, mais de 197 mil casos) e a Espanha (28.324 mortos, mais de 246.500 casos).

A Rússia, que contabiliza 8.349 mortos, é o terceiro país do mundo em número de infetados, depois dos EUA e do Brasil, com mais de 598 mil, seguindo-se a Índia, com mais de 440 mil casos e 14.011 mortos.

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