As investigações basearam-se nas imagens obtidas pelas câmaras corporais usadas pelos agentes durante a megaoperação, na qual participaram 2.500 polícias entre 28 de outubro e a madrugada do dia 29.
As autoridades brasileiras anunciaram este sábado a detenção de cinco agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) que participaram no final de outubro na operação em favelas no Rio de Janeiro que fez pelo menos 122 mortos.
Polícias civis do Rio de Janeiro durante operação contra suspeitos.
AP
Ao todo, dez agentes, todos pertencentes ao BOPE, estão sob investigação da Polícia Militar por presumíveis delitos cometidos durante a operação nos dois complexos de favelas, confirmou o organismo à agência espanhola Efe.
As investigações basearam-se nas imagens obtidas pelas câmaras corporais usadas pelos agentes durante a megaoperação, na qual participaram 2.500 polícias entre 28 de outubro e a madrugada do dia 29.
De acordo com a análise das imagens, foram “identificados indícios de cometimento de crimes militares durante o serviço”.
Embora o comunicado da Polícia Militar não especifique que indícios foram observados, os meios de comunicação locais mencionaram que um dos detidos teria roubado uma espingarda durante a operação, com a intenção de a revender a grupos criminosos.
No comunicado, a Polícia Militar afirmou que não tolera “qualquer falta ou crime” cometido por um dos seus membros e que sancionará “rigorosamente” os envolvidos, caso se confirmem tais atos.
A megaoperação, que deixou mais de uma centena de mortos, incluindo cinco polícias, e resultou na detenção de 117 pessoas apontadas como ligadas a organizações criminosas, visava capturar importantes líderes do Comando Vermelho, a maior e mais antiga organização criminosa da cidade, com ramificações em todo o país.
O Presidente brasileiro, Lula da Silva, criticou a operação policial, coordenada pelo Governo do Rio de Janeiro, classificando-a como “desastrosa” e “uma matança”.
O primeiro relatório elaborado pelo Ministério Público, enviado ao Supremo Tribunal Federal, indicou que dois cadáveres apresentavam “lesões atípicas” que não correspondem a confrontos armados convencionais.
Um dos mortos tinha marcas de tiros à queima-roupa e um segundo corpo foi decapitado.
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