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Ucrânia: Zelensky vê fim da guerra como uma vitória para Donald Trump

Lusa 13 de fevereiro de 2026 às 09:46

Segundo Zelensky, a situação mais vantajosa para Donald Trump seria alcançar o fim da guerra na Ucrânia antes das eleições intercalares norte-americanas que se realizam em novembro.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse esta sexta-feira que a maior vitória para o homólogo norte-americano, Donald Trump, seria "parar a guerra" que começou em 2022 com a invasão da Rússia. 
Zelensky e Trump reúnem-se em Mar-a-Lago para discutir garantias de segurança AP Photo/Alex Brandon
"Acredito que não haveria maior vitória para (Donald) Trump do que travar a guerra entre a Rússia e a Ucrânia", disse Zelensky em entrevista à publicação norte-americana The Atlantic. Segundo Zelensky, a situação mais vantajosa para Donald Trump seria alcançar o fim da guerra na Ucrânia antes das eleições intercalares norte-americanas que se realizam em novembro. "Sim, ele quer menos mortes. Mas, falando como adultos, seria uma vitória para ele, uma vitória política", argumentou, referindo-se ao que disse ser impacto positivo para Trump e para o Partido Republicano caso seja alcançado um acordo entre Kiev e Moscovo para pôr fim ao conflito. O chefe de Estado ucraniano explicou que a tática das autoridades de Kiev é impedir que os norte-americanos pensem que a Ucrânia quer continuar a guerra.
Zelensky referiu-se também à possibilidade de realização do referendo sobre o plano de paz que incluiria a perda de territórios ocupados por Moscovo, além da realização de eleições presidenciais na Ucrânia, as primeiras desde 2019. O Presidente da Ucrânia indicou que concordaria com esta possibilidade, pois ajudaria, afirmou, a aumentar a participação eleitoral e dificultaria a contestação dos resultados por parte de Moscovo. Por outro lado, Zelensky reconheceu que a possibilidade de transformar algumas zonas de Donetsk numa zona de comércio livre é algo que "não entusiasma" Kiev. A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Península da Crimeia e lançou uma ofensiva de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022. 
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