Trump diz que Macron "ainda está a recuperar" da bofetada da mulher e presidente francês já reagiu
Líder norte-americano revela alegado telefonema que fez ao aliado francês a pedir ajuda na guerra contra o Irão.
Donald Trump voltou a tecer comentários pouco abonatórios, visando agora Emmanuel Macron. O líder norte-americano - que já ameaçou sair da NATO depois de os aliados se recusarem a ajudar na reabertura do Estreito de Ormuz - aproveitou um almoço de Páscoa para fazer piadas, recordando a célebre bofetada que Brigitte Macron parece ter dado ao presidente francês à chegada do casal ao Vietname, em maio do ano passado, numa visita de Estado.
"Depois telefonei para França, o Macron, cuja mulher o trata mesmo mal, ele ainda está a recuperar do golpe de direita no queixo... E eu disse 'Emmanuel, adorávamos ter alguma ajuda no Golfo. Mesmo estando a bater recordes a eliminar pessoas más e a destruir mísseis balísticos, adorávamos ter alguma ajuda... Podes mandar barcos imediatamente, por favor?", contou Trump.
A seguir imitou ligeiramente o sotaque francês, para dar conta da resposta de Macron: "'Não, não, não posso fazer isso Donald. Só o poderemos fazer depois de a guerra ter sido ganha.' E eu disse 'não preciso depois da guerra, Emmanuel'."
A resposta de Macron
O presidente francês está em Seul, na Coreia do Sul, onde foi confrontado com estas palavras de Trump. E logicamente não as apreciou. "Estamos a falar de assuntos muito sérios, estamos a falar de uma guerra, de homens e mulheres que estão a combater, civis que estão a morrer", constatou o presidente francês.
"Estamos também a falar das consequências desta guerra nas nossas economias. Penso que os nossos aliados norte-americanos estão a passar pelo mesmo, com o preço dos combustíveis e do gás a subir. Por isso, os comentários a que se refere [o jornalista] não são elegantes nem adequados", prosseguiu Macron.
O presidente francês explicou ainda que não vai responder porque as palavras de Trump "não merecem resposta". "O que temos de fazer é agir para reduzir a tensão, para um cessar-fogo, para o retomar das negociações – só isso pode verdadeiramente resolver este problema."
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