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Trump associa ameaças à Gronelândia com facto de não ter recebido Nobel da Paz

Jornal de Negócios 19 de janeiro de 2026 às 13:38

“Considerando que o seu país [Noruega] decidiu não me conceder o Prémio Nobel da Paz por ter impedido mais de oito guerras, não me sinto na obrigação de pensar exclusivamente na paz”, escreveu Trump numa carta enviada ao primeiro-ministro da Noruega.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, fez uma associação entre as suas ameaças sobre a Gronelândia ao facto de não ter recebido o Prémio Nobel da Paz, de acordo com uma carta enviada pelo republicano ao primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store.
Trump justifica ameaças à Gronelândia após não receber Nobel da Paz
“Considerando que o seu país [Noruega] decidiu não me conceder o Prémio Nobel da Paz por ter impedido mais de oito guerras, não me sinto mais na obrigação de pensar exclusivamente na paz”, escreveu Trump na carta a que a Bloomberg teve acesso. O chefe de Estado dos EUA acrescentou que "o mundo não estará seguro a menos que tenhamos controlo total e completo da Gronelândia”. Ainda que Trump tenha feito esta correlação, o vencedor do Prémio Nobel da Paz não é decidido pelo Governo norueguês, mas sim atribuído por um comité independente. Store confirmou na manhã desta segunda-feira, 19 de janeiro, que recebeu a carta de Trump em resposta a uma mensagem de texto que enviou ao republicano a protestar contra a decisão da Administração dos EUA de impor tarifas à Noruega e a outros países europeus por enviarem tropas para a Gronelândia.
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“No que diz respeito ao Prémio Nobel da Paz, expliquei várias vezes claramente a Trump o que é bem conhecido, nomeadamente que é um Comité Nobel independente, e não o Governo norueguês, que atribui o prémio”, afirmou o líder do executivo numa declaração enviada à agência de notícias financeiras. O prémio de 2025 foi concedido a María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, que entregou a medalha Nobel a Trump na Casa Branca na semana passada em “reconhecimento pelo seu compromisso único” com a liberdade do país da América Latina. A decisão de Corina Machado levou o comité do Prémio Nobel a emitir uma declaração na qual explicou que “o prémio e o laureado são inseparáveis (...), mesmo que a medalha ou o diploma venham a ficar na posse de outra pessoa, isso não altera quem foi o vencedor do Prémio Nobel da Paz”. Numa publicação separada nas redes sociais no domingo, o comité escreveu ainda que “um prémio não pode, portanto, mesmo que simbolicamente, ser transmitido ou distribuído a terceiros”. À semelhança desta situação, um diplomata norueguês disse ao Financial Times que, no passado, o país teve "uma luta árdua para convencer a China" de que o Prémio Nobel não era atribuído pelo Governo da Noruega, depois da decisão de conceder o Nobel da Paz de 2010 ao dissidente chinês Liu Xiaobo, tendo Pequim tomado medidas económicas contra o governo norueguês nessa altura. "Agora temos a mesma luta árdua com Trump", sublinhou o mesmo diplomata citado pelo jornal britânico.
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