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Trump anuncia reforço de sanções a Cuba. Havana diz serem "ilegais e abusivas"

Renata Lima Lobo 01 de maio de 2026 às 22:43

O presidente norte-americano alega que Cuba é "uma ameaça extraordinária" para a segurança dos Estados Unidos e decide sancionar bancos estrangeiros que colaboram com o Governo Cubano.

Donald Trump continua a agitar as águas internacionais. Esta sexta-feira, no mesmo dia em que enviou uma carta ao Congresso a anunciar o fim das hostilidades com o Irão (ao mesmo tempo que dizia que a Guerra não tem fim à vista) vira-se novamente para Cuba, classificando o país como "uma ameaça extraordinária". E, por isso, decidiu reforçar as sanções ao país vizinho, através de um decreto presidencial que visa bancos estrangeiros que colaboram com o Governo cubano e impõem restrições em matéria de imigração.

Bruno Rodríguez, ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, respondeu às sanções de Trump AP/Richard Drew

O decreto impõe ainda sanções contra pessoas e entidades envolvidas nos setores da energia, das minas e noutros setores da ilha, bem como contra qualquer pessoa considerada culpada de "graves violações dos direitos humanos".

Para o presidente norte-americano, o Governo Cubano é culpado de conduzir "políticas e práticas destinadas a prejudicar os Estados Unidos", contrárias "aos valores morais e políticos das sociedades livres e democráticas". Estas sanções somam-se ao embargo norte-americano em vigor desde 1962 e ao bloqueio petrolífero imposto desde Janeiro, tendo sido apenas autorizada a chegada de um petroleiro russo.

"Reprovável, mas curioso e ridículo"

O Governo Cubano já reagiu às novas sanções anunciadas, qualificando-as de "ilegais e abusivas". "Reprovável, mas curioso e ridículo. O Governo dos EUA está alarmado e responde com novas medidas coercivas unilaterais ilegais e abusivas contra Cuba", escreveu o ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodríguez, nas redes sociais.

Bruno Rodríguez considerou que as novas medidas são uma resposta "ao desfile do Dia do Trabalhador com mais de meio milhão de cubanos em Havana, encabeçado pelo general do Exército Raúl Castro e pelo Presidente, Miguel Díaz-Canel, e às assinaturas de seis milhões de cubanas e cubanos (81% da população com mais de 16 anos) em defesa da pátria sob ameaça militar, denunciando o bloqueio intensificado e o embargo energético".

Com Lusa

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