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Médio Oriente: Seul conclui que "impacto externo" causou explosão em navio no Estreito de Ormuz

Lusa 10 de maio de 2026 às 13:05

O navio de carga "HMM Namu" estava ancorado fora dos limites do porto de Umm Al Quwain, nos Emirados Árabes Unidos, quando ocorreu uma explosão.

Seul concluiu que a explosão ocorrida na semana passada num navio operado por uma companhia de navegação sul-coreana no Estreito de Ormuz foi causada pelo "impacto externo" de um objeto voador não identificado.

Lancha de patrulha dos Emirados Árabes Unidos aproxima-se de um navio-tanque ancorado perto do Estreito de Ormuz Foto AP/Fatima Shbair

"Como resultado da investigação, foi confirmado que, em 04 de maio, um objeto voador não identificado atingiu a popa do (navio) 'HMM Namu'. Existe, no entanto, uma limitação para determinar com precisão o tipo exato e o tamanho físico do objeto", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul num comunicado.

O navio de carga "HMM Namu" estava ancorado fora dos limites do porto de Umm Al Quwain, nos Emirados Árabes Unidos, quando ocorreu uma explosão, cerca das 20:40, hora da Coreia (12:40 em Lisboa), "no lado bombordo da casa das máquinas". Seguiu-se um incêndio, mas toda a tripulação saiu ilesa.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou anteriormente que se tratou de um ataque iraniano, instando Seul a juntar-se à agora suspensa operação militar dos Estados Unidos para escoltar navios através de Ormuz.

Teerão rejeitou categoricamente qualquer envolvimento na explosão, enquanto Seul adotou uma postura cautelosa, classificando a possibilidade de um ataque como "incerta".

Como muitas economias asiáticas, a Coreia do Sul depende fortemente das importações de combustível do Médio Oriente, grande parte das quais transita pelo estreito de Ormuz.

Desde a ofensiva israelo-americana de 28 de fevereiro, o Irão bloqueou o estreito de Ormuz, por onde normalmente passa um quinto da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito.

O ministro da Defesa sul-coreano, Ahn Gyu-back, reúne-se na segunda-feira nos Estados Unidos com o homólogo norte-americano, Pete Hegseth.

Antes de partir para Washington, Ahn afirmou que, na reunião com Hegseth, irá discutir as intenções de Seul de conseguir a transferência do controlo operacional (OPCON) em tempo de guerra dos EUA para a Coreia do Sul durante o mandato do atual Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung.

Também discutirão o plano para desenvolver submarinos nucleares sul-coreanos com ajuda tecnológica de Washington, disse o ministro, em declarações reportadas pela Yonhap.

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