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Mais de 200 mil casas na Ucrânia ficam sem energia

Lusa 18 de janeiro de 2026 às 15:28

A operação tem sido repetida pela Rússia em todas as estações frias dos quase quatro anos de guerra, com o objetivo de enfraquecer a vontade de resistência dos ucranianos.

Mais de 200 mil casas de zonas do sul da Ucrânia ocupadas pela Rússia ficaram este domingo sem energia, na sequência de ataques de drones ucranianos a redes elétricas, anunciaram as autoridades locais instaladas pelo Kremlin.
Casas destruídas pela guerra na Ucrânia cobertas de neve, com bandeiras ucranianas Foto AP/Efrem Lukatsky
Segundo o governador local, Yevgeny Balitsky, milhares de pessoas da região de Zaporijia estão hoje sem luz nem aquecimento, após um ataque semelhante aos que a Ucrânia tem sofrido nas últimas semanas nas suas infraestruturas energéticas. Os ataques realizados por Moscovo continuaram, aliás, durante a madrugada de hoje, visando a rede elétrica, numa estratégia a que as autoridades de Kiev dão o nome de "instrumentalização do inverno". A operação tem sido repetida pela Rússia em todas as estações frias dos quase quatro anos de guerra, com o objetivo de enfraquecer a vontade de resistência dos ucranianos. Na última semana, avançou hoje o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a Rússia lançou mais de 1.300 ataques com drones, 1.050 bombas aéreas guiadas e 29 mísseis de diversos tipos. "A Ucrânia continua a precisar de mais proteção, principalmente dos mísseis", sublinhou. Segundo o chefe de Estado da Ucrânia, o país está a recuperar o sistema energético, e, embora isso ainda seja um desfio, está a fazer "todos os possíveis para restabelecer tudo o mais rapidamente possível". Uma delegação ucraniana chegou no sábado a Washington para conversações sobre uma iniciativa diplomática liderada pelos EUA para pôr fim à guerra. Na sexta-feira, Zelensky disse que a delegação tentaria finalizar junto das autoridades norte-americanas os documentos para uma proposta de acordo de paz alinhada com garantias de segurança pós-guerra e recuperação económica. Se as autoridades norte-americanas aprovarem as propostas, os EUA e a Ucrânia poderão assinar os documentos na próxima semana no Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça, disse Zelensky numa conferência de imprensa realizada em Kiev em conjunto com o seu homólogo checo, Petr Pavel. A Rússia ainda terá de ser consultada sobre as propostas.
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