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Líder supremo do Irão afirma que Teerão vai proteger capacidades nuclear e balística

Lusa 30 de abril de 2026 às 13:19

Aiatola Mojtaba Khamenei procurou traçar uma linha firme numa altura em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenta alcançar um acordo mais abrangente para consolidar o frágil cessar-fogo em vigor na guerra.

O líder supremo do Irão afirmou esta quarta-feira que a República Islâmica vai proteger as suas "capacidades nuclear e balística" como um ativo nacional e defendeu que os norte-americanos não têm lugar no Golfo Pérsico.

mojtaba khamenei TV estatal iraniana via AP

Numa declaração escrita lida por um apresentador da televisão estatal - como tem acontecido desde que assumiu funções como líder supremo do Irão -, o aiatola Mojtaba Khamenei procurou traçar uma linha firme numa altura em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenta alcançar um acordo mais abrangente para consolidar o frágil cessar-fogo em vigor na guerra.

Na declaração, Mojtaba Khamenei, filho do anterior aiatola Ali Khamenei, morto aos 86 anos num ataque dos Estados Unidos a 28 de fevereiro, adotou um tom desafiante, insistindo que o único lugar para os norte-americanos no Golfo Pérsico é "no fundo das suas águas" e que está a ser escrito "um novo capítulo" na história da região.

As declarações surgem, contudo, numa altura em que a indústria petrolífera iraniana começa a ser pressionada por um bloqueio da Marinha dos Estados Unidos, que impede os seus navios petroleiros de saírem para o mar.

Ao mesmo tempo, o barril de referência Brent para entrega em junho chegou hoje a atingir os 126 dólares (107,58 euros) nas transações, enquanto o Irão mantém o controlo do estreito de Ormuz, a entrada do Golfo Pérsico por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo bruto e gás natural comercializados.

Esta situação está a aumentar a pressão sobre a economia mundial, numa altura em que Trump pondera a resposta a dar.

"Com a ajuda e o poder de Deus, o futuro brilhante da região do Golfo Pérsico será um futuro sem a América, ao serviço do progresso, conforto e prosperidade dos seus povos", afirmou Khamenei na declaração, lida como todas as outras desde que terá ficado ferido no ataque de 28 de fevereiro.

"Nós e os nossos vizinhos do outro lado das águas do Golfo Pérsico e do [Golfo] de Omã partilhamos um destino comum. Os estrangeiros que vêm de milhares de quilómetros de distância para agir com ganância e malícia não têm lugar aqui, exceto no fundo das suas águas", insistiu.

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