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Irão tem planos para executar detidos rapidamente apesar dos avisos dos Estados Unidos. O caso de Erfan Soltani

Débora Calheiros Lourenço 14 de janeiro de 2026 às 19:20

Trump tem alertado repetidamente sobre uma possível ação militar dos Estados Unidos como resposta às execuções dos manifestantes pacíficos.

O responsável máximo pela justiça no Irão afirmou, esta quarta-feira, que vão ser feitos julgamentos rápidos aos detidos nos em todo o país e muitos deles vão terminar com execuções. Exemplo disso é o caso de Erfan Soltani, de 26 anos, que foi preso na passada quinta-feira na cidade de Fardis.
Protesto no Irão contra o governo após avisos dos Estados Unidos UGC via AP, file
Dias depois as autoridades informaram a sua família que a execução estava marcada para esta quarta-feira, sem fornecer quaisquer detalhes adicionais, referiu o grupo curdo de direitos humanos Hengaw, com sede na Noruega e na terça-feira um familiar de Erfan Soltani disse à BBC Persian que a sentença de morte foi emitida “em um processo extremamente rápido, de apenas dois dias”. Segundo a agência de notícias Human Rigjts Activists News Agency, sediada nos Estados Unidos, a repressão contra as manifestações já originou 2.586 mortos, o que supera quaisquer outros protestos desde a Revolução Islâmica de 1979.  Erfan Soltani é dono de uma loja de roupas em Fardis e foi preso na “sua residência privada”. A única informação transmitida à família foi que tinha sido detido por motivos relacionados com os protestos. A sua irmã, que é advogada, tentou dar prosseguimento ao caso, mas as autoridades disseram que não havia nada a fazer, os condenados a penas de morte no Irão costumam ter direito a ter uma última chamada para a família, o que não aconteceu neste caso. 
Ao mesmo tempo que estes alertas por parte de ativistas surgem, a televisão estatal iraniana partilhou um vídeo onde Gholamhossein Mohseni-Ejei aborda o tema das execuções: “Se queremos fazer um trabalho, devemos fazê-lo agora. Se queremos fazer algo, temos de fazer algo, temos que fazê-lo rapidamente. Se demorar dois ou três meses, não terá o mesmo efeito”.   Os protestos começaram a 28 de dezembro depois de um colapso da moeda iraniana, o rial, num momento em que a economia do país está a ser afetada por sanções internacionais e .   Trump tem alertado repetidamente sobre uma dos Estados Unidos como resposta às execuções dos manifestantes pacíficos, apenas alguns meses depois de as forças americanas terem bombardeado instalações nucleares iranianas e poucos dias depois da captura do líder venezuelano Nicolás Maduro.  Já o Irão está a acusar Israel e os Estados Unidos de orquestrarem os protestos e tem vários agentes de segurança à paisana a circular pelos bairros onde existem maiores agitações.  
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