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Irão: Israel alertou população sobre ataques aéreos contra prédios no sul de Beirute

Lusa 04 de março de 2026 às 08:19

Porta-voz militar disse que os residentes devem afastar-se dos prédios "pelo menos 300 metros".

 O Exército israelita alertou esta quarta-feira os moradores de três edifícios do sul de Beirute que vão ser alvos da aviação de combate, alegando que os prédios pertencem à milícia xiita Hezbollah.

Explosões ouvidas em Beirute num momento em que conflito no Médio Oriente se agrava

O porta-voz militar de Israel, Avichay Adraee, disse que os residentes devem afastar-se dos prédios "pelo menos 300 metros". 

A declaração divulgada nas redes sociais foi acompanhada de um mapa que assinala a vermelho os edifícios e a zona, no sul da capital do Líbano, que vai ser alvo da Força Aérea israelita. 

Os alertas referiram-se sobretudo aos moradores do bairro de Laylaki.

O outro aviso anterior dizia respeito a dois edifícios, também a sul de Beirute.

Novos ataques israelitas atingiram o Líbano durante a madrugada de hoje, segundo a Agência Nacional de Notícias Libanesa (NNA), que reportou quatro mortes na cidade de Baalbek, no leste do país.

O Hezbollah (Partido de Deus), apoiado pelo Irão, realizou uma série de ataques na segunda-feira, quando o grupo xiita atacou posições israelitas em retaliação pela morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.

O líder supremo iraniano morreu na sequência do ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel contra o Irão.

Israel respondeu com ataques aéreos contra Beirute e outras zonas do Líbano, que causaram um grande número de deslocados, mais de meia centena de mortos e aproximadamente 150 feridos.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques de Israel e dos Estados Unidos já fizeram 787 mortos no Irão desde sábado.

O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.

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