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Irão: Defesa dos EUA tem quatro opções militares para o “golpe final” na guerra

Lusa 26 de março de 2026 às 14:28

As opções passam por invadir ou bloquear a ilha de Kharg, invadir Larak, tomar a ilha de Abu Musa e duas ilhas mais pequenas, também estratégicas pela sua localização perto da entrada ocidental do estreito.

O Pentágono está a preparar diferentes opções de intervenção militar para executar um “golpe final” na guerra contra o Irão que, além de uma intensa campanha de bombardeamentos, incluirá a participação de forças terrestres, noticiou esta quinta-feira o ‘site’ .

Donald Trump Mark Schiefelbein/AP

Segundo o jornal digital norte-americano, que cita declarações de quatro fontes oficiais, o Departamento da Defesa dos Estados Unidos (Pentágono) está a ponderar quatro operações militares distintas entre as quais o Presidente norte-americano, Donald Trump, poderá escolher.

As opções passam por invadir ou bloquear a ilha de Kharg, o principal centro de exportação de petróleo do Irão, invadir Larak, uma ilha que ajuda o Irão a controlar o Estreito de Ormuz, e tomar a ilha de Abu Musa e duas ilhas mais pequenas, também estratégicas pela sua localização perto da entrada ocidental do estreito.

Por último, há a possibilidade de bloquear ou apreender diretamente os navios que exportam petróleo iraniano no lado oriental de Ormuz, segundo as fontes citadas pelo Axios.

As operações militares estão a ser preparadas a poucas horas do fim do prazo de cinco dias que Donald Trump impôs para que o Irão reabrisse o Estreito de Ormuz.

Na altura do anúncio, na passada segunda-feira, Trump afirmou que Washington ia suspender os ataques a centrais elétricas e infraestruturas energéticas iranianas durante esses cinco dias.

Antes disso, o Presidente norte-americano tinha ameaçado destruir essas instalações caso o Irão não reabrisse completamente o Estreito de Ormuz.

A possibilidade de uma escalada militar surge em paralelo com conversações que procuram pôr fim à guerra.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Paquistão, Ishaq Dar, confirmou hoje que Islamabad atua como canal oficial das conversações indiretas entre os Estados Unidos e o Irão e que Washington colocou sobre a mesa uma proposta de 15 pontos – tal como tinha avançado o The New York Times – para pôr termo ao conflito, proposta que “está a ser analisada” por Teerão.

Segundo Ishaq Dar, as mensagens entre as duas potências estão a ser transmitidas através da diplomacia paquistanesa e países “irmãos”, como a Turquia e o Egito, entre outros, que também estão a apoiar a iniciativa, de acordo com uma mensagem publicada na sua conta na rede social X.

Trump lançou hoje um novo ultimato ao Irão para que se sente à mesa das negociações “antes que seja demasiado tarde”, ameaçando que, caso contrário, “não haverá volta atrás”.

“É melhor que se tornem sérios rapidamente, antes que seja demasiado tarde, porque quando isso acontecer não haverá volta atrás e não será nada agradável”, escreveu Trump na sua rede social, a Truth Social, referindo-se aos negociadores, sem avançar pormenores.

Por seu lado, Teerão assegurou na quarta-feira que considera “excessiva” a proposta de paz de 15 pontos apresentada por Trump e apresentou o seu próprio plano, que inclui condições como o reconhecimento da sua soberania sobre o Estreito de Ormuz.

Trump ainda não terá tomado uma decisão sobre se deve intensificar as operações militares, mas, segundo meios de comunicação social norte-americanos, não exclui essa possibilidade caso as negociações não avancem.

Estados Unidos e Israel têm em curso desde 28 de fevereiro uma ofensiva militar de grande escala contra o Irão.

O Irão respondeu à ofensiva com ataques contra os países da região e o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma via marítima fundamental para escoar o petróleo e o gás natural produzidos na região.

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