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ICE vai reforçar presença no Super Bowl, onde vai atuar o porto-riquenho Bad Bunny

Gabriela Ângelo 31 de janeiro de 2026 às 08:00

O artista terminou há pouco tempo uma digressão de 31 concertos em Porto Rico e afirmou que optou por não fazer uma digressão pelos restantes estados norte-americanos por temer que os seus fãs se tornassem alvos da agência de imigração.

A agência de imigração dos Estados Unidos, ICE, anunciou que vai reforçar a sua presença na 60ª edição do Super Bowl que vai decorrer no dia 8 de fevereiro em Santa Clara na Califórnia, e vai contar com a atuação do artista porto-riquenho Bad Bunny e da banda Green Day. 
ICE vai reforçar presença no Super Bowl AP
O reforço de agentes, que já tinha sido anunciado em outubro do ano passado por Kristi Noem, a secretária do Departamento de Segurança Interna dos EUA, vem depois de semanas de uma campanha de repressão a imigrantes ilegais em Minneapolis. Dois cidadãos norte-americanos foram mortos a tiro por agentes do ICE no Estado liderado por Tim Walz que concorreu como vice-presidente de Kamala Harris às eleições presidenciais que deram a vitória a Donald Trump.  Ao jornal , a secretária adjunta do Departamento de Segurança Interna dos EUA, Tricia McLaughlin, afirmou que a agência está “empenhada em trabalhar com os parceiros locais e federais para garantir que o Super Bowl seja seguro para todos os envolvidos” como é o caso de outros eventos desportivos como o campeonato do mundo. “Aqueles que estão aqui ilegalmente e não estão a infringir outras leis não têm nada a temer”, concluiu.  Bad Bunny, o cabeça de cartaz que vai atuar no intervalo, concluiu recentemente a sua temporada de 31 concertos em Porto Rico, um território dos Estados Unidos, e está atualmente em digressão pelos países da América Latina. Em entrevista à revista i-D em setembro do ano passado, o artista afirmou que optou por não fazer concertos nos restantes estados norte-americanos por temer que os seus fãs se tornassem alvos do ICE.  Além de afirmar que a sua “residência” de concertos em Porto Rico iria desenvolver a economia da ilha, Bad Bunny explica que a escolha de não atuar nos EUA não foi “por ódio”. “Todos os [concertos nos EUA] foram um sucesso, foram magníficos, eu gostei de me conectar com os latinos que vivem nos EUA (...) mas havia a questão do ICE, poderia estar à porta [dos concertos] e isso era algo sobre o qual conversámos e que nos preocupava muito”, explicou à publicação.  Depois de Kristi Noem ter afirmado em outubro que o ICE estaria “por toda a parte” no Super Bowl, Bad Bunny respondeu em espanhol no programa . No seu discurso mencionou que a sua atuação seria um marco importante que não seria facilmente apagado e lançou uma farpa às pessoas que o criticaram por não cantar em inglês. “Se não entenderam o que acabei de dizer, têm quatro meses para aprender”, brincou. 
Mas Bad Bunny não será a única atuação no Super Bowl, os Green Day também vão atuar no início do jogo. A banda punk rock norte-americana tem a administração Trump, inclusive defendeu os habitantes de Minnesota depois da presença do ICE. Durante uma breve pausa na música Holiday num concerto recente na Califórnia, o vocalista Billie Joe Armstrong gritou: “Esta música é antifascista, é contra a guerra, defendemos os nossos irmãos e irmãs em Minnesota”. No passado a banda tem também alterado a letra da música American Idiot de I’m not a part of a redneck agenda (não faço parte de uma agenda dos redneck- uma expressão ofensiva para os habitantes do sul dos Estados Unidos) para I’m not a partir of a MAGA agenda (não faço parte de uma agenda do MAGA, Make America Great Again, o slogan da campanha de Donald Trump).  O ICE tem estado ativo na Califórnia desde o ano passado, onde foram recebidos em Los Angeles com protestos obrigando o presidente dos EUA a acionar a Guarda Nacional. Apesar do governador, Gavin Newsom, e a presidente da Câmara de Los Angeles, Karen Bass, terem alertado que a escalada iria piorar a situação. A Califórnia é o Estado com mais imigrantes ilegais nos Estados Unidos. Em 2024, 28% da população da Califórnia era nascida no estrangeiro e estima-se que morem no Estado pouco mais de 10 milhões de imigrantes.  No seguimento das mortes de Renée Good e Alex Pretti em Minnesota, Gavin Newsom pediu a demissão de Kristi Noem e de Gregory Bovino, agente da Patrulha da Fronteira dos EUA, que entretanto foi destituído este domingo. Ainda, o Senado da Califórnia aprovou esta terça-feira um projeto de lei que permite às pessoas processarem os agentes do ICE que violem direitos constitucionais. Segundo o Bleacher Report, os bilhetes para o jogo no estádio Levi’s com capacidade para acolher pouco mais de 68 mil pessoas, custavam inicialmente entre 950 e 8.500 dólares (entre 800 e 7.000 euros). Contudo, neste momento no mercado de revenda os bilhetes mais baratos estão a ser vendidos por cerca de 6 mil dólares, pouco mais de 5 mil euros.   
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