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Hillary Clinton negou conhecer Epstein, atirou a Trump e sessão teve de ser suspensa

Luana Augusto 26 de fevereiro de 2026 às 21:20

Ex-secretária de Estado foi ouvida no caso Epstein. Durante a audiência negou ter visitado a ilha de Jeffrey Epstein, acusou o Comité de fazer "teatro político partidário" e solicitou um interrogatório a Trump.

Hillary Clinton foi esta quinta-feira interrogada sobre o caso Epstein, por membros do Comité de Supervisão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. Tendo a audiência ocorrido à porta fechada, Clinton optou por publicar a sua declaração inicial nas redes sociais: nela, pediu que o presidente Donald Trump, que consta em vários ficheiros do caso, seja interrogado.

Hillary Clinton discursa sobre democracia e humanidade Carsten Koall/dpa via AP

"Se este Comité está realmente interessado em descobrir a verdade sobre os crimes de tráfico de Epstein, não se basearia em entrevistas sensacionalistas para obter respostas do nosso atual presidente sobre o seu envolvimento: perguntaria a ele diretamente, sob juramento, sobre as dezenas de milhares de vezes em que o seu nome aparece nos arquivos de Epstein", escreveu.

Nas suas declarações iniciais, Clinton começou por dizer que não tinha "ideia" dos crimes praticados por Jeffrey Epstein. "Como declarei no meu depoimento juramentado a 13 de janeiro, eu não tinha ideia das suas atividades criminosas. Não me lembro de ter encontrado o Sr. Epstein. Nunca voei no seu avião nem visitei a sua ilha, as suas casas ou os seus escritórios. Não tenho nada a acrescentar a isso", declarou.

A ex-secretária de Estado revelou-se ainda estupefacta com o facto de estar a ser interrogada, mesmo depois de ter negado ter conhecido Epstein, e acusou o Comité de fazer "teatro político partidário" por estar alegadamente a desviar as atenções de Donald Trump.

"Essa falha institucional visa proteger um partido político e um funcionário público, em vez de procurar a verdade e a justiça para as vítimas e sobreviventes, bem como para o público que também deseja chegar ao fundo dessa questão." E acrescentou: "Passei a minha vida a defender as mulheres e as raparigas. (...) O meu coração está partido pelos sobreviventes. Estou furiosa em nome deles."

Além do testemunho de Trump, Hillary Clinton pediu ainda que a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, e que o secretário de estado dos EUA, Marco Rubi, testemunhem neste processo. O Comité deveria "intimidar qualquer pessoa que perguntasse em que noite é que haveria a 'festa mais selvagem' na ilha de Epstein", sublinhou.

A audiência chegou, contudo, a ser suspensa porque, segundo revelou um assessor dos Clinton aos jornalistas, estava a ser investigada a divulgação de uma fotografia tirada dentro da sala, que é contra as regras do Comité. A imagem apareceu pela primeira fez na conta da rede social X do comentador político Benny Johnson.

Mais tarde, Lauren Boebert (membro da Câmara dos Representantes dos EUA) confessou, em declarações à , que foi ela quem partilhou a imagem de Hillary Clinton a depor. "A foto foi tirada antes da audiência, logo após a divulgação da declaração inicial da testemunha", revelou.

Hillary Clinton nega conhecer Epstein e critica Trump AP Photo/Yuki Iwamura

A audiência decorria já há cerca de duas horas e meia quando o líder dos democratas Robert Garcia decidiu dar uma conferência de imprensa onde resumia os depoimentos de Hillary Clinton. Aos jornalistas criticou a atuação do Departamento de Justiça e pediu a divulgação dos que mencionam Donald Trump, assim como uma audiência ao presidente dos EUA. Esclareceu ainda que Clinton está a responder claramente a todas as questões.

Conferência de imprensa com membros da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos AP Photo/Yuki Iwamura

A audiência a Hillary Clinton ainda decorre e deverá durar várias horas.

O ex-presidente amanhã pela mesma hora (às 16h de Lisboa). Na semana passada, também o ex-CEO da marca de lingeri Victoria's Secret, Les Wexner, foi obrigado a .

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