EUA destacam forte relação com a Santa Sé após encontro de Rubio com Papa
Uma fonte do Departamento de Estado descreveu que a reunião foi “amigável e construtiva”.
O Papa Leão XIV e o chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, debateram esta quinta-feira a situação no Médio Oriente, num encontro no Vaticano que “sublinhou a forte relação entre os Estados Unidos e a Santa Sé”, anunciou Washington.
“O secretário de Estado Marco Rubio reuniu-se hoje com Sua Santidade o Papa Leão XIV para discutir a situação no Médio Oriente e temas de interesse mútuo no Hemisfério Ocidental”, indicou, num comunicado, um porta-voz do Departamento de Estado (equivalente ao Ministério dos Negócios Estrangeiros).
O encontro de hoje, que decorreu após duras críticas do Presidente Donald Trump ao Papa, “sublinhou a forte relação entre os Estados Unidos (EUA) e a Santa Sé e o seu compromisso partilhado em promover a paz e a dignidade humana”, adiantou o porta-voz, Tommy Pigott.
Uma fonte do Departamento de Estado descreveu à agência France-Presse (AFP) que a reunião foi “amigável e construtiva”.
O Vaticano não fez qualquer declaração após a audiência à porta fechada, que durou cerca de 45 minutos.
Depois de o encontro com o Papa, Rubio reuniu-se com o secretário de Estado e “número dois” da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin.
"Analisaram os esforços humanitários em curso no Hemisfério Ocidental e as iniciativas para alcançar uma paz duradoura no Médio Oriente", afirmou o Departamento de Estado, num outro comunicado.
"As suas trocas foram um testemunho da forte e contínua parceria entre os Estados Unidos e a Santa Sé em apoio à liberdade religiosa", comentou ainda a administração norte-americana.
Poucos dias antes da visita ao Vaticano, o próprio Rubio tentou minimizar as declarações do Presidente Donald Trump contra o líder da Igreja Católica e também negou ter como objetivo "amenizar as coisas" com a Santa Sé.
Segundo o chefe da diplomacia dos EUA, a viagem foi "planeada de antemão” e "há muito a discutir com o Vaticano".
No início da semana, Trump afirmou que "o Papa está a pôr em perigo muitos católicos e muitas pessoas" porque "não se importa que o Irão tenha uma arma nuclear".
Leão XIV respondeu a Trump, como já fez noutras ocasiões, após ser questionado por jornalistas: "A missão da Igreja é proclamar o Evangelho, pregar a paz. Se alguém quiser criticar-me por proclamar o Evangelho, que o faça com a verdade", disse.
O Papa insistiu que a Igreja tem falado contra todas as armas nucleares há anos, segundo o Vatican News.