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Corina Machado ofereceu a medalha do Nobel da Paz a Donald Trump

Diogo Barreto 15 de janeiro de 2026 às 21:49

De acordo com a líder da oposição venezuelana, isto foi feito em “reconhecimento pelo compromisso único com a liberdade” do presidente norte-americano.

Corina Machado ofereceu a medalha do Nobel da Paz a Donald Trump durante o , esta quinta-feira. 
Mulher com blazer exibe pin da bandeira venezuelana num evento AP Photo/Pablo Martinez Monsivais
Foi a própria líder da oposição venezuelana que o confirmou, em declarações ao correspondente da Skynews nos Estados Unidos. De acordo com Corina Machado, isto foi feito em “reconhecimento pelo compromisso único [de Donald Trump] com a liberdade”.  "Ouvi dizer que ela queria fazer isto. Seria uma grande honra", a semana passada quando recordou que a líder da oposição venezuelana tinha prometido "partilhar" e até "entregar" o galardão. O Instituto Nobel da Noruega esclareceu a semana passada que María Corina Machado ao presidente dos Estados Unidos, como afirmou ser sua intenção, nem a qualquer outra pessoa. “Uma vez anunciado, o Prémio Nobel da Paz não pode ser revogado, transferido ou partilhado com terceiros”, afirmou o instituto num breve comunicado. No entanto, nada afirmou sobre a medalha entregue ao vencedor. María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, chegou esta quinta-feira à Casa Branca para discutir o futuro do seu país com o presidente Donald Trump, mesmo depois de o líder norte-americano ter questionado publicamente a sua credibilidade para assumir o poder depois da captura do presidente Nicolás Maduro.  Depois de no início deste mês os Estados Unidos terem invadido a Venezuela para capturar o seu presidente, a administração Trump mostrou-se disponível para trabalhar com a então vice-presidente , atualmente presidente interina, assim como com outros membros do círculo do líder deposto e a Casa Branca já afirmou que a Venezuela tem cooperado. Trump disse na quarta-feira que teve uma “ótima conversa” com Rodríguez na primeira vez que falaram desde a captura: “Tivemos uma chama, uma longa chamada. Discutimos muitas coisas e acho que estamos a dar muito bem com a Venezuela”.   Ao tomar a decisão de apoiar Rodríguez, Trump deixou Machado – que há muito é um rosto da resistência venezuelana – de lado. Ainda antes de apoiar a presidente interina o presidente norte-americano considerou que “seria muito difícil” que María Corina Machado liderasse o país: “Ela não tem o apoio nem o respeito necessário dentro do país”. A comunidade internacional acredita que o partido de Machado venceu as eleições de 2024, apesar de Maduro ter continuado no poder.   A Casa Branca avançou agora que María Corina Machado pediu uma reunião presencial com Trump, mas garantiu que não foram criadas expectativas sobre o que poderia acontecer. A venezuelana tem também planeada uma reunião no Senado para depois do seu almoço com Trump.  A viagem para Washington ocorre no dia depois das forças norte-americanas terem apreendido  no Mar do Caribe por ter ligações à Venezuela. Todas estas operações fazem parte de um plano mais amplo dos Estados Unidos para assumirem o controlo do petróleo do país com as maiores reservas do mundo depois da prisão de Maduro e da sua mulher.   Com Débora Lourenço
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