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Trump vai reunir-se com a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado

Débora Calheiros Lourenço
Débora Calheiros Lourenço 15 de janeiro de 2026 às 18:34
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A venezuelana tem também planeada uma reunião no Senado para depois do seu almoço com o presidente norte-americano.

María Corina Machado, , chega esta quinta-feira à Casa Branca para discutir o futuro do seu país com o presidente Donald Trump, mesmo depois de o líder norte-americano ter questionado publicamente a sua credibilidade para assumir o poder depois da captura do presidente Nicolás Maduro. 

Foto AP/Esteban Felix

Depois de no início deste mês os Estados Unidos terem invadido a Venezuela para capturar o seu presidente, a administração Trump mostrou-se disponível para trabalhar com a então vice-presidente , atualmente presidente interina, assim como com outros membros do círculo do líder deposto e a Casa Branca já afirmou que a Venezuela tem cooperado. Trump disse na quarta-feira que teve uma “ótima conversa” com Rodríguez na primeira vez que falaram desde a captura: “Tivemos uma chama, uma longa chamada. Discutimos muitas coisas e acho que estamos a dar muito bem com a Venezuela”.  

Ao tomar a decisão de apoiar Rodríguez, Trump deixou Machado – que há muito é um rosto da resistência venezuelana – de lado. Ainda antes de apoiar a presidente interina o presidente norte-americano considerou que “seria muito difícil” que María Corina Machado liderasse o país: “Ela não tem o apoio nem o respeito necessário dentro do país”. A comunidade internacional acredita que o partido de Machado venceu as eleições de 2024, apesar de Maduro ter continuado no poder.  

A Casa Branca avançou agora que María Corina Machado pediu uma reunião presencial com Trump, mas garantiu que não foram criadas expectativas sobre o que poderia acontecer. A venezuelana tem também planeada uma reunião no Senado para depois do seu almoço com Trump. 

A viagem para Washington ocorre no dia depois das forças norte-americanas terem apreendido  no Mar do Caribe por ter ligações à Venezuela. Todas estas operações fazem parte de um plano mais amplo dos Estados Unidos para assumirem o controlo do petróleo do país com as maiores reservas do mundo depois da prisão de Maduro e da sua mulher.  

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