China critica licenças mineiras dos EUA na Venezuela por excluírem empresas chinesas
Mao acrescentou que os Estados Unidos deveriam "levantar imediatamente as suas sanções unilaterais ilegais contra a Venezuela", em vez de utilizarem estas licenças para "encobrir ações que prejudicam os direitos e interesses legítimos da Venezuela e de outras partes".
A China acusou esta quarta-feira os Estados Unidos de interferirem na sua cooperação com a Venezuela, após a emissão de uma licença que permite investimentos no setor mineiro do país sul-americano, mas exclui empresas chinesas.
A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou em conferência de imprensa que Pequim "se opõe firmemente" ao uso, por parte de Washington, de "alegadas licenças gerais para interferir na cooperação entre a China e a Venezuela", sublinhando que os "direitos e interesses legítimos" do país asiático devem ser protegidos.
Mao acrescentou que os Estados Unidos deveriam "levantar imediatamente as suas sanções unilaterais ilegais contra a Venezuela", em vez de utilizarem estas licenças para "encobrir ações que prejudicam os direitos e interesses legítimos da Venezuela e de outras partes".
As declarações surgem depois de o Departamento do Tesouro norte-americano ter emitido nos últimos dias uma licença que autoriza empresas dos Estados Unidos a negociar, assinar contratos e investir no setor mineiro venezuelano, incluindo a exploração e comercialização de minerais como o ouro, até agora sujeitos a sanções.
A medida insere-se numa série de autorizações recentes de Washington para facilitar a participação de empresas norte-americanas em setores estratégicos da Venezuela, como o petróleo e a mineração, num contexto de reaproximação entre a administração de Donald Trump e o Governo da presidente interina, Delcy Rodríguez, após o restabelecimento de relações diplomáticas no início de março.
A licença estabelece que as operações devem cumprir determinadas condições e proíbe explicitamente transações com entidades ligadas a países como China, Rússia, Irão, Coreia do Norte e Cuba, à semelhança de outras autorizações recentes que também excluem empresas desses países.