Calor extremo na Europa é um “lembrete brutal” da crise climática, alerta chefe da ONU
Vários cientistas já referiram que com o aquecimento global os eventos de calor extremo, se estão a tornar mais frequentes e intensos, além de ocorrerem cada vez mais nas outras estações do ano.
Simon Stiell, secretário executivo das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, afirmou esta quarta-feira que a onda de calor extremo que atingiu partes da Europa é “um lembrete brutal dos impactos crescentes da crise climática”.
As declarações foram feitas numa altura em que França e o Reino Unido registaram novos recordes de temperatura para o mês de maio em dois dias consecutivos e Portugal e Espanha têm atingido temperaturas acima dos 35 graus Celsius.
O responsável considerou que o “principal culpado” é a queima de carvão, petróleo e gás. “A ciência é clara: as alterações climáticas causadas pelo homem estão a tornar estas ondas de calor mais frequentes e extremas”, referiu antes de garantir: “Proteger vidas humanas, empresas e economias do calor extremo e dos muitos outros custos crescentes das alterações climáticas é uma tarefa fundamental para todas as nações, e isso começa com o abandono dos combustíveis fósseis”.
Simon Stiell referiu ainda que a guerra no Médio Oriente expôs os “custos exorbitantes” da dependência dos combustíveis fósseis e a necessidade de uma transição para fontes de energia mais limpas, relatando também as que as temperaturas na Índia estão acima dos 43 graus Celsius.
Vários cientistas já referiram que com o aquecimento global os eventos de calor extremo – historicamente restritos ao auge do verão - se estão a tornar mais frequentes e intensos, além de ocorrerem cada vez mais nas outras estações do ano.
As autoridades francesas relataram, na terça-feira, pelo menos sete mortes direta e indiretamente ligadas às altas temperaturas enquanto as autoridades britânicas relacionaram a onda de calor com o afogamento de quatro adolescentes no domingo.