Todos os distritos de Portugal continental, com exceção de Faro, estão hoje e na quinta-feira sob aviso amarelo devido à previsão de tempo quente.
A subida das temperaturas fez aumentar a procura do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e o nível de prontidão dos planos de contingência, revelou a ministra da Saúde, Ana Paula Martins.
Ana Paula Martins MANUEL DE ALMEIDA/LUSA
“Nós já lançámos um alerta, naturalmente um alerta de nível 1 em termos do plano de contingência devido a este calor extremo e, neste momento, temos uma procura substancialmente maior”, disse a governante.
Questionada pelos jornalistas à saída da sessão de apresentação do Índice de Saúde Sustentável, hoje apresentado no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, a ministra disse que o nível de preocupação das autoridades aumentou, mas garantiu que o Serviço Nacional de Saúde está preparado.
“Neste momento, já temos o INEM com um número muito considerável de chamadas, de pedidos de apoio por causa do excesso de temperatura que se está a verificar. Mas estamos preparados, naturalmente, muito vigilantes e, hora a hora, a acompanhar a situação”, afirmou.
Todos os distritos de Portugal continental, com exceção de Faro, estão hoje e na quinta-feira sob aviso amarelo devido à previsão de tempo quente, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O aviso nos 17 distritos vai vigorar entre as 09:00 de hoje e as 18:00 de quinta-feira face à previsão de persistência de valores elevados da temperatura máxima.
Tendo em conta as previsões de temperaturas elevadas, a Direção-Geral da Saúde já emitiu diversas recomendações à população, entre elas a ingestão de água com frequência (pelo menos 1,5 litros/dia) e a procura de ambientes frescos ou climatizados pelo menos durante duas a três horas por dia.
Recomenda igualmente que se evite a exposição direta ao sol, principalmente entre as 11:00 e as 17:00, assim como a utilização de roupas de cor clara, leves e largas, que cubram a maior parte do corpo, chapéu e óculos de sol com proteção ultravioleta.
Pede especial atenção aos grupos mais vulneráveis ao calor, como crianças, pessoas idosas, doentes crónicos, grávidas ou trabalhadores com atividade no exterior.
Ana Paula Martins: Calor já fez aumentar a procura dos serviços de saúde
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