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EUA retiram-se da OMS e recusam pagar 221ME de contribuições pendentes

Lusa 23 de janeiro de 2026 às 07:25

A saída norte-americana tem levantado preocupações em matéria de cooperação global na saúde, sobretudo face a futuras pandemias.

O governo norte-americano anunciou que os Estados Unidos retiraram-se oficialmente da Organização Mundial de Saúde (OMS), recusando pagar contribuições pendentes superiores a 260 milhões de dólares (221 milhões de euros).  
Debate sobre cooperação global na saúde após saída dos EUA da OMS AP
Um funcionário do Departamento de Saúde e Serviços Humanos sublinhou hoje à imprensa que os Estados Unidos pagaram até 25% do orçamento da OMS, sem que a organização tenha tido um diretor-geral norte-americano, e alegou que a própria agência privilegiava outros países que contribuíam menos.  "Há inúmeros exemplos, tanto recentes como históricos, das deficiências da OMS, mas a conclusão é que nós pagámos-lhes, confiámos neles e eles desiludiram-nos, e não assumiram a responsabilidade pela sua falha", acrescentou o responsável.   “Continuaremos a trabalhar com os países e os Ministérios da Saúde, como temos feito há décadas, e continuaremos a desenvolver estas relações e a utilizá-las de forma mutuamente benéfica e que respeite a soberania tanto do nosso país como de outros países”, afirmou o responsável citado pela EFE.  A saída norte-americana tem levantado preocupações em matéria de cooperação global na saúde, sobretudo face a futuras pandemias.  Quando a OMS foi fundada em 1948, Washington aderiu através de uma resolução conjunta do Congresso que estipulava que o país, ao contrário de outros membros, manteria o direito de se retirar da agência. 
Outro responsável norte-americano afirmou hoje, a propósito das contribuições devidas, que os termos da resolução de 1948 não incluem nada que estipule que, como condição para a saída da OMS, “qualquer pagamento deva ser feito antes de a retirada entrar em vigor”.  A administração Trump tem insistido repetidamente que não tem qualquer intenção de pagar as suas dívidas referentes ao período de 2024-2025, que se estimam entre 260 milhões e 280 milhões de dólares.  Criticou ainda o papel da OMS em crises globais de saúde, a sua incapacidade para adotar reformas e falta de independência em relação à influência política indevida de outros Estados-membros, numa referência direta ao poder da China.  O abandono decorre de uma ordem executiva assinada pelo Presidente Donald Trump no dia da sua tomada de posse, 20 de janeiro de 2025.  Trump, que durante o seu primeiro mandato (2017-2021) já tinha iniciado o processo para retirar o país da organização devido ao que considerou ser má gestão da pandemia de Covid-19, reiterou este ponto na ordem executiva que assinou.  A administração Trump critica que países com populações superiores à dos Estados Unidos, como a China, paguem menos contribuições. 
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