Operação Marquês: José Sócrates diz que novo julgamento é "o mesmo absurdo"
Julgamento por branqueamento de capitais começa esta segunda-feira, em Lisboa, num caso que resultou da decisão instrutória do processo Operação Marquês, datada de 2021.
Julgamento por branqueamento de capitais começa esta segunda-feira, em Lisboa, num caso que resultou da decisão instrutória do processo Operação Marquês, datada de 2021.
Empresário Carlos Santos Silva também será julgado.
Antigo responsável pela pasta das Obras Públicas, Transportes e Comunicações no primeiro Governo de José Sócrates contradiz o Ministério Público.
Ex-primeiro-ministro voltou ainda a falar sobre o facto de o ex-presidente do Banco Espírito Santo (BES) Ricardo Salgado continuar em julgamento mesmo depois do diagnóstico da doença de Alzheimer.
No requerimento, o ex-primeiro-ministro adiantou que o que se tem passado em relação ao que designa de "carrossel de advogados" "não é uma sucessão de incidentes processuais isolados", mas sim "um processo contínuo de compressão" das suas "garantias de defesa", cuja responsabilidade atribui "exclusivamente às decisões do Tribunal".
Terãos sido entregues pelo motorista do ex-primeiro-ministro, João Perna, também arguido neste processo.
Gonçalo Trindade Ferreira, de 50 anos, trabalhou há mais de uma década para uma empresa de Carlos Santos Silva e responde por três crimes de branqueamento de capitais
Dos três crimes de corrupção, os mais graves de que o ex-primeiro-ministro está acusado, um prescreve em junho, outro pode prescrever em julho do ano que vem e a maior parte da prova do terceiro vai cair até ao fim de 2028 - tudo antes do fim do processo, que dificilmente acontecerá antes de 2030.
Julgamento está marcado para 14 e 15 de maio.
Investigação a Joe Berardo revelou como os homens fortes do BCP e do Novo Banco estavam disponíveis para perdoar mais de metade da dívida de mil milhões. Judiciária descreveu suspeitas de gestão danosa na Caixa Geral de Depósitos, mas ninguém foi acusado. Carlos Santos Ferreira passou património para a mulher.
Após três semanas de interrupção devido a nova renúncia de um advogado do antigo primeiro-ministro José Sócrates.
A Ordem nomeou um advogado oficioso para representar o antigo primeiro-ministro.
Sara Leitão Moreira é a quarta representante do antigo primeiro-ministro na Operação Marquês e já pediu cinco meses e meio para analisar o processo.
O antigo primeiro-ministro considerou José Preto poderia ter continuado no julgamento se houvesse um "mínimo de consideração pessoal e de delicadeza humana" por parte dos juízes.
Antigo primeiro-ministro voltou a passar uns dias fora do País.
Acusação defende que o grupo terá pago quase 2,4 milhões de euros a José Sócrates para obter apoio privilegiado no concurso para a construção de habitação social no país.