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“Patrocínio”: quatro horas a bocejar no sofá com a série da Prime

O que falta à série de seis episódios em torno das “manas”? Histórias para contar. O que tem de sobra? Momentos triviais, confrangedores e tensões forçadas. Para isto, mais vale ver o Instagram.

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A série "Patrocínio" promete "um acesso íntimo e sem precedentes ao universo" de "uma das famílias mais influentes de Portugal"
A série "Patrocínio" promete "um acesso íntimo e sem precedentes ao universo" de "uma das famílias mais influentes de Portugal" D. R. / Prime Video

Quando se passa de carro na Avenida da Índia, em Lisboa, há um conjunto de edifícios, ali perto do Centro de Congressos, cujo aspeto espelha aquele híbrido contemporâneo de nunca se saber bem se é um edifício residencial ou um hotel. Normalmente, quem aponta à primeira hipótese acerta: o visual exterior ostenta uma ideia que ultrapassa a aspiração, é viver num sítio que parece caro e que, em simultâneo, se assemelha a um não-lugar. Ao ver Patrocínio, série documental em seis partes que estreou há umas semanas na Prime Video, fica-se a saber que são pessoas como Mariana Patrocínio, a irmã mais velha do clã, que vivem nesses edifícios. E que o apartamento já não é suficiente para as necessidades (tamanho) da família, apesar de mais à frente, no primeiro episódio, uma das irmãs, Inês, ficar meio perdida por lá à procura do sítio onde a irmã tem os tops.

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